
Bblia Sagrada
Traduo Joo Ferreira de Almeida

Bblia Sagrada - Edio revista e corrigida.

 Verso para eBook
eBooksBrasil.com
Copyright
Domnio Pblico




ANTIGO TESTAMENTO

GNESIS [1]

1 No princpio criou Deus os cus e a terra.
2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Esprito de Deus pairava sobre a face das guas.
3 Disse Deus: haja luz. E houve luz.
4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separao entre a luz e as trevas.
5 E Deus chamou  luz dia, e s trevas noite. E foi a tarde e a manh, o dia primeiro.
6 E disse Deus: haja um firmamento no meio das guas, e haja separao entre guas e guas.
7 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as guas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E 
assim foi.
8 Chamou Deus ao firmamento cu. E foi a tarde e a manh, o dia segundo.
9 E disse Deus: Ajuntem-se num s lugar as guas que esto debaixo do cu, e aparea o elemento seco. E assim foi.
10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das guas mares. E viu Deus que isso era bom.
11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dem semente, e rvores frutferas que, segundo as suas espcies, dem fruto que 
tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi.
12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espcies, e rvores que davam fruto que tinha em si a sua 
semente, segundo as suas espcies. E viu Deus que isso era bom.
13 E foi a tarde e a manh, o dia terceiro.
14 E disse Deus: haja luminares no firmamento do cu, para fazerem separao entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para 
estaes, e para dias e anos;
15 e sirvam de luminares no firmamento do cu, para alumiar a terra. E assim foi.
16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez 
tambm as estrelas.
17 E Deus os ps no firmamento do cu para alumiar a terra,
18 para governar o dia e a noite, e para fazer separao entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.
19 E foi a tarde e a manh, o dia quarto.
20 E disse Deus: Produzam as guas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do cu.
21 Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as guas produziram 
abundantemente segundo as suas espcies; e toda ave que voa, segundo a sua espcie. E viu Deus que isso era bom.
22 Ento Deus os abenoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as guas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a 
terra.
23 E foi a tarde e a manh, o dia quinto.
24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espcies: animais domsticos, rpteis, e animais selvagens segundo as 
suas espcies. E assim foi.
25 Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espcies, e os animais domsticos segundo as suas espcies, e todos os 
rpteis da terra segundo as suas espcies. E viu Deus que isso era bom.
26 E disse Deus: Faamos o homem  nossa imagem, conforme a nossa semelhana; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves 
do cu, sobre os animais domsticos, e sobre toda a terra, e sobre todo rptil que se arrasta sobre a terra.
27 Criou, pois, Deus o homem  sua imagem;  imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
28 Ento Deus os abenoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre 
as aves do cu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.
29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem 
como todas as rvores em que h fruto que d semente; ser-vos-o para mantimento.
30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do cu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas 
verdes como mantimento. E assim foi.
31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manh, o dia sexto.

GNESIS [2]

1 Assim foram acabados os cus e a terra, com todo o seu exrcito.
2 Ora, havendo Deus completado no dia stimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera.
3 Abenoou Deus o stimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera.
4 Eis as origens dos cus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os cus
5 no havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus no 
tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra.
6 Um vapor, porm, subia da terra, e regava toda a face da terra.
7 E formou o Senhor Deus o homem do p da terra, e soprou-lhe nas narinas o flego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.
8 Ento plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no den; e ps ali o homem que tinha formado.
9 E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de rvores agradveis  vista e boas para comida, bem como a rvore da vida no 
meio do jardim, e a rvore do conhecimento do bem e do mal.
10 E saa um rio do den para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braos.
11 O nome do primeiro  Pisom: este  o que rodeia toda a terra de Havil, onde h ouro;
12 e o ouro dessa terra  bom: ali h o bdlio, e a pedra de berilo.
13 O nome do segundo rio  Giom: este  o que rodeia toda a terra de Cuche.
14 O nome do terceiro rio  Tigre: este  o que corre pelo oriente da Assria. E o quarto rio  o Eufrates.
15 Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o ps no jardim do dem para o lavrar e guardar.
16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda rvore do jardim podes comer livremente;
17 mas da rvore do conhecimento do bem e do mal, dessa no comers; porque no dia em que dela comeres, certamente morrers.
18 Disse mais o Senhor Deus: No  bom que o homem esteja s; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idnea.
19 Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do cu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes 
chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.
20 Assim o homem deu nomes a todos os animais domsticos, s aves do cu e a todos os animais do campo; mas para o homem no 
se achava ajudadora idnea.
21 Ento o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, ento, uma das costelas, e fechou a 
carne em seu lugar;
22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.
23 Ento disse o homem: Esta  agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela ser chamada varoa, porquanto do varo foi 
tomada.
24 Portanto deixar o homem a seu pai e a sua me, e unir-se-  sua mulher, e sero uma s carne.
25 E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e no se envergonhavam.

GNESIS [3]

1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse  mulher:  assim que 
Deus disse: No comereis de toda rvore do jardim?
2 Respondeu a mulher  serpente: Do fruto das rvores do jardim podemos comer,
3 mas do fruto da rvore que est no meio do jardim, disse Deus: No comereis dele, nem nele tocareis, para que no morrais.
4 Disse a serpente  mulher: Certamente no morrereis.
5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abriro, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
6 Ento, vendo a mulher que aquela rvore era boa para se comer, e agradvel aos olhos, e rvore desejvel para dar entendimento, 
tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele tambm comeu.
7 Ento foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si 
aventais.
8 E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim  tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presena do Senhor 
Deus, entre as rvores do jardim.
9 Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde ests?
10 Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me.
11 Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da rvore de que te ordenei que no comesses?
12 Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a rvore, e eu comi.
13 Perguntou o Senhor Deus  mulher: Que  isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.
14 Ento o Senhor Deus disse  serpente: Porquanto fizeste isso, maldita sers tu dentre todos os animais domsticos, e dentre todos 
os animais do campo; sobre o teu ventre andars, e p comers todos os dias da tua vida.
15 Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendncia e a sua descendncia; esta te ferir a cabea, e tu lhe ferirs o 
calcanhar.
16 E  mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceio; em dor dars  luz filhos; e o teu desejo ser para o teu 
marido, e ele te dominar.
17 E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos  voz de tua mulher, e comeste da rvore de que te ordenei dizendo: No comers 
dela; maldita  a terra por tua causa; em fadiga comers dela todos os dias da tua vida.
18 Ela te produzir espinhos e abrolhos; e comers das ervas do campo.
19 Do suor do teu rosto comers o teu po, at que tornes  terra, porque dela foste tomado; porquanto s p, e ao p tornars.
20 Chamou Ado  sua mulher Eva, porque era a me de todos os viventes.
21 E o Senhor Deus fez tnicas de peles para Ado e sua mulher, e os vestiu.
22 Ento disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de ns, conhecendo o bem e o mal. Ora, no suceda que 
estenda a sua mo, e tome tambm da rvore da vida, e coma e viva eternamente.
23 O Senhor Deus, pois, o lanou fora do jardim do den para lavrar a terra, de que fora tomado.
24 E havendo lanado fora o homem, ps ao oriente do jardim do den os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos 
os lados, para guardar o caminho da rvore da vida.

GNESIS [4]

1 Conheceu Ado a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado  luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varo.
2 Tornou a dar  luz a um filho-a seu irmo Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3 Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
4 Abel tambm trouxe dos primognitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta,
5 mas para Caim e para a sua oferta no atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.
6 Ento o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que est descado o teu semblante?
7 Porventura se procederes bem, no se h de levantar o teu semblante? e se no procederes bem, o pecado jaz  porta, e sobre ti ser 
o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar.
8 Falou Caim com o seu irmo Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmo Abel, e o matou.
9 Perguntou, pois, o Senhor a Caim: Onde est Abel, teu irmo? Respondeu ele: No sei; sou eu o guarda do meu irmo?
10 E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmo est clamando a mim desde a terra.
11 Agora maldito s tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mo receber o sangue de teu irmo.
12 Quando lavrares a terra, no te dar mais a sua fora; fugitivo e vagabundo sers na terra.
13 Ento disse Caim ao Senhor:  maior a minha punio do que a que eu possa suportar.
14 Eis que hoje me lanas da face da terra; tambm da tua presena ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer 
que me encontrar matar-me-.
15 O Senhor, porm, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cair a vingana. E ps o Senhor um sinal em Caim, 
para que no o ferisse quem quer que o encontrasse.
16 Ento saiu Caim da presena do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do den.
17 Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu  luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, 
Enoque.
18 A Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Mejael, e Mejael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.
19 Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila.
20 E Ada deu  luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado.
21 O nome do seu irmo era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta.
22 A Zila tambm nasceu um filho, Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro; e a irm de Tubal-Caim 
foi Naama.
23 Disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zila, ouvi a minha voz; escutai, mulheres de Lameque, as minhas palavras; pois matei um 
homem por me ferir, e um mancebo por me pisar.
24 Se Caim h de ser vingado sete vezes, com certeza Lameque o ser setenta e sete vezes.
25 Tornou Ado a conhecer sua mulher, e ela deu  luz um filho, a quem ps o nome de Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro 
filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou.
26 A Sete tambm nasceu um filho, a quem ps o nome de Enos. Foi nesse tempo, que os homens comearam a invocar o nome do 
Senhor.

GNESIS [5]

1 Este  o livro das geraes de Ado. No dia em que Deus criou o homem,  semelhana de Deus o fez.
2 Homem e mulher os criou; e os abenoou, e os chamou pelo nome de homem, no dia em que foram criados.
3 Ado viveu cento e trinta anos, e gerou um filho  sua semelhana, conforme a sua imagem, e ps-lhe o nome de Sete.
4 E foram os dias de Ado, depois que gerou a Sete, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas.
5 Todos os dias que Ado viveu foram novecentos e trinta anos; e morreu.
6 Sete viveu cento e cinco anos, e gerou a Enos.
7 Viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos; e gerou filhos e filhas.
8 Todos os dias de Sete foram novecentos e doze anos; e morreu.
9 Enos viveu noventa anos, e gerou a Quen.
10 viveu Enos, depois que gerou a Quen, oitocentos e quinze anos; e gerou filhos e filhas.
11 Todos os dias de Enos foram novecentos e cinco anos; e morreu.
12 Quen viveu setenta anos, e gerou a Maalalel.
13 Viveu Quen, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas.
14 Todos os dias de Quen foram novecentos e dez anos; e morreu.
15 Maalalel viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Jarede.
16 Viveu Maalalel, depois que gerou a Jarede, oitocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.
17 Todos os dias de Maalalel foram oitocentos e noventa e cinco anos; e morreu.
18 Jarede viveu cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque.
19 Viveu Jarede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas.
20 Todos os dias de Jarede foram novecentos e sessenta e dois anos; e morreu.
21 Enoque viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalm.
22 Andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalm, trezentos anos; e gerou filhos e filhas.
23 Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos;
24 Enoque andou com Deus; e no apareceu mais, porquanto Deus o tomou.
25 Matusalm viveu cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque.
26 Viveu Matusalm, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos; e gerou filhos e filhas.
27 Todos os dias de Matusalm foram novecentos e sessenta e nove anos; e morreu.
28 Lameque viveu cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho,
29 a quem chamou No, dizendo: Este nos consolar acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mos, os quais provm da terra 
que o Senhor amaldioou.
30 Viveu Lameque, depois que gerou a No, quinhentos e noventa e cinco anos; e gerou filhos e filhas.
31 Todos os dias de Lameque foram setecentos e setenta e sete anos; e morreu.
32 E era No da idade de quinhentos anos; e gerou No a Sem, Co e Jaf.

GNESIS [6]

1 Sucedeu que, quando os homens comearam a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas,
2 viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
3 Ento disse o Senhor: O meu Esprito no permanecer para sempre no homem, porquanto ele  carne, mas os seus dias sero cento 
e vinte anos.
4 Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e tambm depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais 
lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigidade.
5 Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginao dos pensamentos de seu corao era m 
continuamente.
6 Ento arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no corao
7 E disse o Senhor: Destruirei da face da terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os rpteis e as aves do cu; porque 
me arrependo de os haver feito.
8 No, porm, achou graa aos olhos do Senhor.
9 Estas so as geraes de No. Era homem justo e perfeito em suas geraes, e andava com Deus.
10 Gerou No trs filhos: Sem, Co e Jaf.
11 A terra, porm, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violncia.
12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.
13 Ento disse Deus a No: O fim de toda carne  chegado perante mim; porque a terra est cheia da violncia dos homens; eis que os 
destruirei juntamente com a terra.
14 Faze para ti uma arca de madeira de gfer: fars compartimentos na arca, e a revestirs de betume por dentro e por fora.
15 Desta maneira a fars: o comprimento da arca ser de trezentos cvados, a sua largura de cinqenta e a sua altura de trinta.
16 Fars na arca uma janela e lhe dars um cvado de altura; e a porta da arca pors no seu lado; f-la-s com andares, baixo, segundo 
e terceiro.
17 Porque eis que eu trago o dilvio sobre a terra, para destruir, de debaixo do cu, toda a carne em que h esprito de vida; tudo o que 
h na terra expirar.
18 Mas contigo estabelecerei o meu pacto; entrars na arca, tu e contigo teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.
19 De tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espcie, fars entrar na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fmea 
sero.
20 Das aves segundo as suas espcies, do gado segundo as suas espcies, de todo rptil da terra segundo as suas espcies, dois de cada 
espcie viro a ti, para os conservares em vida.
21 Leva contigo de tudo o que se come, e ajunta-o para ti; e te ser para alimento, a ti e a eles.
22 Assim fez No; segundo tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.

GNESIS [7]

1 Depois disse o Senhor a No: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque tenho visto que s justo diante de mim nesta gerao.
2 De todos os animais limpos levars contigo sete e sete, o macho e sua fmea; mas dos animais que no so limpos, dois, o macho e 
sua fmea;
3 tambm das aves do cu sete e sete, macho e fmea, para se conservar em vida sua espcie sobre a face de toda a terra.
4 Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da face da terra todas as 
criaturas que fiz.
5 E No fez segundo tudo o que o Senhor lhe ordenara.
6 Tinha No seiscentos anos de idade, quando o dilvio veio sobre a terra.
7 No entrou na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das guas do dilvio.
8 Dos animais limpos e dos que no so limpos, das aves, e de todo rptil sobre a terra,
9 entraram dois a dois para junto de No na arca, macho e fmea, como Deus ordenara a No.
10 Passados os sete dias, vieram sobre a terra as guas do dilvio.
11 No ano seiscentos da vida de No, no ms segundo, aos dezessete dias do ms, romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as 
janelas do cu se abriram,
12 e caiu chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
13 Nesse mesmo dia entrou No na arca, e juntamente com ele seus filhos Sem, Co e Jaf, como tambm sua mulher e as trs 
mulheres de seus filhos,
14 e com eles todo animal segundo a sua espcie, todo o gado segundo a sua espcie, todo rptil que se arrasta sobre a terra segundo a 
sua espcie e toda ave segundo a sua espcie, pssaros de toda qualidade.
15 Entraram para junto de No na arca, dois a dois de toda a carne em que havia esprito de vida.
16 E os que entraram eram macho e fmea de toda a carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro.
17 Veio o dilvio sobre a terra durante quarenta dias; e as guas cresceram e levantaram a arca, e ela se elevou por cima da terra.
18 Prevaleceram as guas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca vagava sobre as guas.
19 As guas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo do cu foram cobertos.
20 Quinze cvados acima deles prevaleceram as guas; e assim foram cobertos.
21 Pereceu toda a carne que se movia sobre a terra, tanto ave como gado, animais selvagens, todo rptil que se arrasta sobre a terra, e 
todo homem.
22 Tudo o que tinha flego do esprito de vida em suas narinas, tudo o que havia na terra seca, morreu.
23 Assim foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da terra, tanto o homem como o gado, o rptil, e as aves do 
cu; todos foram exterminados da terra; ficou somente No, e os que com ele estavam na arca.
24 E prevaleceram as guas sobre a terra cento e cinqenta dias.

GNESIS [8]

1 Deus lembrou-se de No, de todos os animais e de todo o gado, que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a 
terra, e as guas comearam a diminuir.
2 Cerraram-se as fontes do abismo e as janelas do cu, e a chuva do cu se deteve;
3 as guas se foram retirando de sobre a terra; no fim de cento e cinqenta dias comearam a minguar.
4 No stimo ms, no dia dezessete do ms, repousou a arca sobre os montes de Arar.
5 E as guas foram minguando at o dcimo ms; no dcimo ms, no primeiro dia do ms, apareceram os cumes dos montes.
6 Ao cabo de quarenta dias, abriu No a janela que havia feito na arca;
7 soltou um corvo que, saindo, ia e voltava at que as guas se secaram de sobre a terra.
8 Depois soltou uma pomba, para ver se as guas tinham minguado de sobre a face da terra;
9 mas a pomba no achou onde pousar a planta do p, e voltou a ele para a arca; porque as guas ainda estavam sobre a face de toda a 
terra; e No, estendendo a mo, tomou-a e a recolheu consigo na arca.
10 Esperou ainda outros sete dias, e tornou a soltar a pomba fora da arca.
11  tardinha a pomba voltou para ele, e eis no seu bico uma folha verde de oliveira; assim soube No que as guas tinham minguado 
de sobre a terra.
12 Ento esperou ainda outros sete dias, e soltou a pomba; e esta no tornou mais a ele.
13 No ano seiscentos e um, no ms primeiro, no primeiro dia do ms, secaram-se as guas de sobre a terra. Ento No tirou a 
cobertura da arca: e olhou, e eis que a face a terra estava enxuta.
14 No segundo ms, aos vinte e sete dias do ms, a terra estava seca.
15 Ento falou Deus a No, dizendo:
16 Sai da arca, tu, e juntamente contigo tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos.
17 Todos os animais que esto contigo, de toda a carne, tanto aves como gado e todo rptil que se arrasta sobre a terra, traze-os para 
fora contigo; para que se reproduzam abundantemente na terra, frutifiquem e se multipliquem sobre a terra.
18 Ento saiu No, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos;
19 todo animal, todo rptil e toda ave, tudo o que se move sobre a terra, segundo as suas famlias, saiu da arca.
20 Edificou No um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar.
21 Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu corao: No tornarei mais a amaldioar a terra por causa do homem; porque a 
imaginao do corao do homem  m desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer.
22 Enquanto a terra durar, no deixar de haver sementeira e ceifa, frio e calor, vero e inverno, dia e noite.

GNESIS [9]

1 Abenoou Deus a No e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra.
2 Tero medo e pavor de vs todo animal da terra, toda ave do cu, tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar; nas 
vossas mos so entregues.
3 Tudo quanto se move e vive vos servir de mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado.
4 A carne, porm, com sua vida, isto , com seu sangue, no comereis.
5 Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo animal o requererei; como tambm do homem, sim, da 
mo do irmo de cada um requererei a vida do homem.
6 Quem derramar sangue de homem, pelo homem ter o seu sangue derramado; porque Deus fez o homem  sua imagem.
7 Mas vs frutificai, e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.
8 Disse tambm Deus a No, e a seus filhos com ele:
9 Eis que eu estabeleo o meu pacto convosco e com a vossa descendncia depois de vs,
10 e com todo ser vivente que convosco est: com as aves, com o gado e com todo animal da terra; com todos os que saram da arca, 
sim, com todo animal da terra.
11 Sim, estabeleo o meu pacto convosco; no ser mais destruda toda a carne pelas guas do dilvio; e no haver mais dilvio, para 
destruir a terra.
12 E disse Deus: Este  o sinal do pacto que firmo entre mim e vs e todo ser vivente que est convosco, por geraes perptuas:
13 O meu arco tenho posto nas nuvens, e ele ser por sinal de haver um pacto entre mim e a terra.
14 E acontecer que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens,
15 ento me lembrarei do meu pacto, que est entre mim e vs e todo ser vivente de toda a carne; e as guas no se tornaro mais em 
dilvio para destruir toda a carne.
16 O arco estar nas nuvens, e olharei para ele a fim de me lembrar do pacto perptuo entre Deus e todo ser vivente de toda a carne 
que est sobre a terra.
17 Disse Deus a No ainda: Esse  o sinal do pacto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que est sobre a terra.
18 Ora, os filhos de No, que saram da arca, foram Sem, Co e Jaf; e Co  o pai de Cana.
19 Estes trs foram os filhos de No; e destes foi povoada toda a terra.
20 E comeou No a cultivar a terra e plantou uma vinha.
21 Bebeu do vinho, e embriagou-se; e achava-se nu dentro da sua tenda.
22 E Co, pai de Cana, viu a nudez de seu pai, e o contou a seus dois irmos que estavam fora.
23 Ento tomaram Sem e Jaf uma capa, e puseram-na sobre os seus ombros, e andando virados para trs, cobriram a nudez de seu 
pai, tendo os rostos virados, de maneira que no viram a nudez de seu pai.
24 Despertado que foi No do seu vinho, soube o que seu filho mais moo lhe fizera;
25 e disse: Maldito seja Cana; servo dos servos ser de seus irmos.
26 Disse mais: Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem; e seja-lhe Cana por servo.
27 Alargue Deus a Jaf, e habite Jaf nas tendas de Sem; e seja-lhe Cana por servo.
28 Viveu No, depois do dilvio, trezentos e cinqenta anos.
29 E foram todos os dias de No novecentos e cinqenta anos; e morreu.

GNESIS [10]

1 Estas, pois, so as geraes dos filhos de No: Sem, Co e Jaf, aos quais nasceram filhos depois do dilvio.
2 Os filhos de Jaf: Gomer, Magogue, Madai, Jav, Tubal, Meseque e Tiras.
3 Os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifate e Togarma.
4 Os filhos de Jav: Elis, Trsis, Quitim e Dodanim.
5 Por estes foram repartidas as ilhas das naes nas suas terras, cada qual segundo a sua lngua, segundo as suas famlias, entre as suas 
naes.
6 Os filhos de Co: Cuche, Mizraim, Pute e Cana.
7 Os filhos de Cuche: Seba, Havil, Sabt, Raam e Sabtec; e os filhos de Raam so Seb e Ded.
8 Cuche tambm gerou a Ninrode, o qual foi o primeiro a ser poderoso na terra.
9 Ele era poderoso caador diante do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caador diante do Senhor.
10 O princpio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Caln, na terra de Sinar.
11 Desta mesma terra saiu ele para a Assria e edificou Nnive, Reobote-Ir, Cal,
12 e Rsem entre Nnive e Cal (esta  a grande cidade).
13 Mizraim gerou a Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim,
14 Patrusim, Casluim (donde saram os filisteus) e Caftorim.
15 Cana gerou a Sidom, seu primognito, e Hete,
16 e ao jebuseu, o amorreu, o girgaseu,
17 o heveu, o arqueu, o sineu,
18 o arvadeu, o zemareu e o hamateu. Depois se espalharam as famlias dos cananeus.
19 Foi o termo dos cananeus desde Sidom, em direo a Gerar, at Gaza; e da em direo a Sodoma, Gomorra, Adm e Zeboim, at 
Lasa.
20 So esses os filhos de Co segundo as suas famlias, segundo as suas lnguas, em suas terras, em suas naes.
21 A Sem, que foi o pai de todos os filhos de Eber e irmo mais velho de Jaf, a ele tambm nasceram filhos.
22 Os filhos de Sem foram: Elo, Assur, Arfaxade, Lude e Aro.
23 Os filhos de Aro: Uz, Hul, Geter e Ms.
24 Arfaxade gerou a Sel; e Sel gerou a Eber.
25 A Eber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porque nos seus dias foi dividida a terra; e o nome de seu irmo foi Joct.
26 Joct gerou a Almod, Selefe, Hazarmav, Jer,
27 Hadoro, Usal, Dicla,
28 Obal, Abimael, Seb,
29 Ofir, Havil e Jobabe: todos esses foram filhos de Joct.
30 E foi a sua habitao desde Messa at Sefar, montanha do oriente.
31 Esses so os filhos de Sem segundo as suas famlias, segundo as suas lnguas, em suas terras, segundo as suas naes.
32 Essas so as famlias dos filhos de No segundo as suas geraes, em suas naes; e delas foram disseminadas as naes na terra 
depois do dilvio.

GNESIS [11]

1 Ora, toda a terra tinha uma s lngua e um s idioma.
2 E deslocando-se os homens para o oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e ali habitaram.
3 Disseram uns aos outros: Eia pois, faamos tijolos, e queimemo-los bem. Os tijolos lhes serviram de pedras e o betume de 
argamassa.
4 Disseram mais: Eia, edifiquemos para ns uma cidade e uma torre cujo cume toque no cu, e faamo-nos um nome, para que no 
sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
5 Ento desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
6 e disse: Eis que o povo  um e todos tm uma s lngua; e isto  o que comeam a fazer; agora no haver restrio para tudo o que 
eles intentarem fazer.
7 Eia, desamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que no entenda um a lngua do outro.
8 Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
9 Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou 
sobre a face de toda a terra.
10 Estas so as geraes de Sem. Tinha ele cem anos, quando gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilvio.
11 E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos; e gerou filhos e filhas.
12 Arfaxade viveu trinta e cinco anos, e gerou a Sel.
13 Viveu Arfaxade, depois que gerou a Sel, quatrocentos e trs anos; e gerou filhos e filhas.
14 Sel viveu trinta anos, e gerou a Eber.
15 Viveu Sel, depois que gerou a Eber, quatrocentos e trs anos; e gerou filhos e filhas.
16 Eber viveu trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue.
17 Viveu Eber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.
18 Pelegue viveu trinta anos, e gerou a Re.
19 Viveu Pelegue, depois que gerou a Re, duzentos e nove anos; e gerou filhos e filhas.
20 Re viveu trinta e dois anos, e gerou a Serugue.
21 Viveu Re, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos; e gerou filhos e filhas.
22 Serugue viveu trinta anos, e gerou a Naor.
23 Viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos; e gerou filhos e filhas.
24 Naor viveu vinte e nove anos, e gerou a Tera.
25 Viveu Naor, depois que gerou a Tera, cento e dezenove anos; e gerou filhos e filhas.
26 Tera viveu setenta anos, e gerou a Abro, a Naor e a Har.
27 Estas so as geraes de Tera: Tera gerou a Abro, a Naor e a Har; e Har gerou a L.
28 Har morreu antes de seu pai Tera, na terra do seu nascimento, em Ur dos Caldeus.
29 Abro e Naor tomaram mulheres para si: o nome da mulher de Abro era Sarai, e o nome da mulher do Naor era Milca, filha de 
Har, que foi pai de Milca e de Isc.
30 Sarai era estril; no tinha filhos.
31 Tomou Tera a Abro seu filho, e a L filho de Har, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abro, e saiu com 
eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Cana; e vieram at Har, e ali habitaram.
32 Foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Har.
GNESIS [12]
1 Ora, o Senhor disse a Abro: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
2 Eu farei de ti uma grande nao; abenoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, s uma bno.
3 Abenoarei aos que te abenoarem, e amaldioarei quele que te amaldioar; e em ti sero benditas todas as famlias da terra.
4 Partiu, pois Abro, como o Senhor lhe ordenara, e L foi com ele. Tinha Abro setenta e cinco anos quando saiu de Har.
5 Abro levou consigo a Sarai, sua mulher, e a L, filho de seu irmo, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes 
acresceram em Har; e saram a fim de irem  terra de Cana; e  terra de Cana chegaram.
6 Passou Abro pela terra at o lugar de Siqum, at o carvalho de Mor. Nesse tempo estavam os cananeus na terra.
7 Apareceu, porm, o Senhor a Abro, e disse:  tua semente darei esta terra. Abro, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe 
aparecera.
8 Ento passou dali para o monte ao oriente de Betel, e armou a sua tenda, ficando-lhe Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; tambm ali 
edificou um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.
9 Depois continuou Abro o seu caminho, seguindo ainda para o sul.
10 Ora, havia fome naquela terra; Abro, pois, desceu ao Egito, para peregrinar ali, porquanto era grande a fome na terra.
11 Quando ele estava prestes a entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que s mulher formosa  vista;
12 e acontecer que, quando os egpcios te virem, diro: Esta  mulher dele. E me mataro a mim, mas a ti te guardaro em vida.
13 Dize, peo-te, que s minha irm, para que me v bem por tua causa, e que viva a minha alma em ateno a ti.
14 E aconteceu que, entrando Abro no Egito, viram os egpcios que a mulher era mui formosa.
15 At os prncipes de Fara a viram e gabaram-na diante dele; e foi levada a mulher para a casa de Fara.
16 E ele tratou bem a Abro por causa dela; e este veio a ter ovelhas, bois e jumentos, servos e servas, jumentas e camelos.
17 Feriu, porm, o Senhor a Fara e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abro.
18 Ento chamou Fara a Abro, e disse: Que  isto que me fizeste? por que no me disseste que ela era tua mulher?
19 Por que disseste: E minha irm? de maneira que a tomei para ser minha mulher. Agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te.
20 E Fara deu ordens aos seus guardas a respeito dele, os quais o despediram a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha.
GNESIS [13]
1 Subiu, pois, Abro do Egito para o Negebe, levando sua mulher e tudo o que tinha, e L o acompanhava.
2 Abro era muito rico em gado, em prata e em ouro.
3 Nas suas jornadas subiu do Negebe para Betel, at o lugar onde outrora estivera a sua tenda, entre Betel e Ai,
4 at o lugar do altar, que dantes ali fizera; e ali invocou Abro o nome do Senhor.
5 E tambm L, que ia com Abro, tinha rebanhos, gado e tendas.
6 Ora, a terra no podia sustent-los, para eles habitarem juntos; porque os seus bens eram muitos; de modo que no podiam habitar 
juntos.
7 Pelo que houve contenda entre os pastores do gado de Abro, e os pastores do gado de L. E nesse tempo os cananeus e os perizeus 
habitavam na terra.
8 Disse, pois, Abro a L: Ora, no haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmos.
9 Porventura no est toda a terra diante de ti? Rogo-te que te apartes de mim. Se tu escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a 
direita escolheres, irei eu para a esquerda.
10 Ento L levantou os olhos, e viu toda a plancie do Jordo, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destrudo Sodoma e 
Gomorra), e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, at chegar a Zoar.
11 E L escolheu para si toda a plancie do Jordo, e partiu para o oriente; assim se apartaram um do outro.
12 Habitou Abro na terra de Cana, e L habitou nas cidades da plancie, e foi armando as suas tendas at chegar a Sodoma.
13 Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.
14 E disse o Senhor a Abro, depois que L se apartou dele: Levanta agora os olhos, e olha desde o lugar onde ests, para o norte, 
para o sul, para o oriente e para o oriente;
15 porque toda esta terra que vs, te hei de dar a ti, e  tua descendncia, para sempre.
16 E farei a tua descendncia como o p da terra; de maneira que se puder ser contado o p da terra, ento tambm poder ser contada 
a tua descendncia.
17 Levanta-te, percorre esta terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a darei a ti.
18 Ento mudou Abro as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em Hebrom; e ali edificou um altar ao Senhor.
GNESIS [14]
1 Aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elo, e Tidal, rei de Goiim,
2 que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Adm, a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei 
de Bel (esta  Zoar).
3 Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que  o Mar Salgado).
4 Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao dcimo terceiro ano rebelaram-se.
5 Por isso, ao dcimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, aos 
zuzins em Ho, aos emins em Sav-Quiriataim,
6 e aos horeus no seu monte Seir, at El-Par, que est junto ao deserto.
7 Depois voltaram e vieram a En-Mispate (que  Cades), e feriram toda a terra dos amalequitas, e tambm dos amorreus, que 
habitavam em Hazazom-Tamar.
8 Ento saram os reis de Sodoma, de Gomorra, de Adm, de Zeboim e de Bel (esta  Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale 
de Sidim,
9 contra Quedorlaomer, rei de Elo, Tidal, rei de Goiim, Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.
10 Ora, o vale de Sidim estava cheio de poos de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caram ali; e os restantes 
fugiram para o monte.
11 Tomaram, ento, todos os bens de Sodoma e de Gomorra com todo o seu mantimento, e se foram.
12 Tomaram tambm a L, filho do irmo de Abro, que habitava em Sodoma, e os bens dele, e partiram.
13 Ento veio um que escapara, e o contou a Abro, o hebreu. Ora, este habitava junto dos carvalhos de Manre, o amorreu, irmo de 
Escol e de Aner; estes eram aliados de Abro.
14 Ouvindo, pois, Abro que seu irmo estava preso, levou os seus homens treinados, nascidos em sua casa, em nmero de trezentos e 
dezoito, e perseguiu os reis at D.
15 Dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus servos, e os feriu, perseguindo-os at Hob, que fica  esquerda de Damasco.
16 Assim tornou a trazer todos os bens, e tornou a trazer tambm a L, seu irmo, e os bens dele, e tambm as mulheres e o povo.
17 Depois que Abro voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale de 
Sav (que  o vale do rei).
18 Ora, Melquisedeque, rei de Salm, trouxe po e vinho; pois era sacerdote do Deus Altssimo;
19 e abenoou a Abro, dizendo: bendito seja Abro pelo Deus Altssimo, o Criador dos cus e da terra!
20 E bendito seja o Deus Altssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mos! E Abro deu-lhe o dzimo de tudo.
21 Ento o rei de Sodoma disse a Abro: D-me a mim as pessoas; e os bens toma-os para ti.
22 Abro, porm, respondeu ao rei de Sodoma: Levanto minha mo ao Senhor, o Deus Altssimo, o Criador dos cus e da terra,
23 jurando que no tomarei coisa alguma de tudo o que  teu, nem um fio, nem uma correia de sapato, para que no digas: Eu 
enriqueci a Abro;
24 salvo to somente o que os mancebos comeram, e a parte que toca aos homens Aner, Escol e Manre, que foram comigo; que estes 
tomem a sua parte.
GNESIS [15]
1 Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abro numa viso, dizendo: No temas, Abro; eu sou o teu escudo, o teu galardo 
ser grandssimo.
2 Ento disse Abro:  Senhor Deus, que me dars, visto que morro sem filhos, e o herdeiro de minha casa  o damasceno Elizer?
3 Disse mais Abro: A mim no me tens dado filhos; eis que um nascido na minha casa ser o meu herdeiro.
4 Ao que lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: Este no ser o teu herdeiro; mas aquele que sair das tuas entranhas, esse ser o teu 
herdeiro.
5 Ento o levou para fora, e disse: Olha agora para o cu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim ser a tua 
descendncia.
6 E creu Abro no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justia.
7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar esta terra em herana.
8 Ao que lhe perguntou Abro:  Senhor Deus, como saberei que hei de herd-la?
9 Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha de trs anos, uma cabra de trs anos, um carneiro de trs anos, uma rola e um pombinho.
10 Ele, pois, lhe trouxe todos estes animais, partiu-os pelo meio, e ps cada parte deles em frente da outra; mas as aves no partiu.
11 E as aves de rapina desciam sobre os cadveres; Abro, porm, as enxotava.
12 Ora, ao pr do sol, caiu um profundo sono sobre Abro; e eis que lhe sobrevieram grande pavor e densas trevas.
13 Ento disse o Senhor a Abro: Sabe com certeza que a tua descendncia ser peregrina em terra alheia, e ser reduzida  
escravido, e ser afligida por quatrocentos anos;
14 sabe tambm que eu julgarei a nao a qual ela tem de servir; e depois sair com muitos bens.
15 Tu, porm, irs em paz para teus pais; em boa velhice sers sepultado.
16 Na quarta gerao, porm, voltaro para c; porque a medida da iniqidade dos amorreus no est ainda cheia.
17 Quando o sol j estava posto, e era escuro, eis um fogo fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre aquelas metades.
18 Naquele mesmo dia fez o Senhor um pacto com Abro, dizendo:  tua descendncia tenho dado esta terra, desde o rio do Egito at 
o grande rio Eufrates;
19 e o queneu, o quenizeu, o cadmoneu,
20 o heteu, o perizeu, os refains,
21 o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.
GNESIS [16]
1 Ora, Sarai, mulher de Abro, no lhe dava filhos. Tinha ela uma serva egpcia, que se chamava Agar.
2 Disse Sarai a Abro: Eis que o Senhor me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos por meio 
dela. E ouviu Abro a voz de Sarai.
3 Assim Sarai, mulher de Abro, tomou a Agar a egpcia, sua serva, e a deu por mulher a Abro seu marido, depois de Abro ter 
habitado dez anos na terra de Cana.
4 E ele conheceu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.
5 Ento disse Sarai a Abro: Sobre ti seja a afronta que me  dirigida a mim; pus a minha serva em teu regao; vendo ela agora que 
concebeu, sou desprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.
6 Ao que disse Abro a Sarai: Eis que tua serva est nas tuas mos; faze-lhe como bem te parecer. E Sarai maltratou-a, e ela fugiu de 
sua face.
7 Ento o anjo do Senhor, achando-a junto a uma fonte no deserto, a fonte que est no caminho de Sur,
8 perguntou-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vieste, e para onde vais? Respondeu ela: Da presena de Sarai, minha senhora, vou 
fugindo.
9 Disse-lhe o anjo do Senhor: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo das suas mos.
10 Disse-lhe mais o anjo do Senhor: Multiplicarei sobremaneira a tua descendncia, de modo que no ser contada, por numerosa que 
ser.
11 Disse-lhe ainda o anjo do Senhor: Eis que concebeste, e ters um filho, a quem chamars Ismael; porquanto o Senhor ouviu a tua 
aflio.
12 Ele ser como um jumento selvagem entre os homens; a sua mo ser contra todos, e a mo de todos contra ele; e habitar diante 
da face de todos os seus irmos.
13 E ela chamou, o nome do Senhor, que com ela falava, El-Ri; pois disse: No tenho eu tambm olhado neste lugar para aquele que 
me v?
14 Pelo que se chamou aquele poo Beer-Laai-Ri; ele est entre Cades e Berede.
15 E Agar deu um filho a Abro; e Abro ps o nome de Ismael no seu filho que tivera de Agar.
16 Ora, tinha Abro oitenta e seis anos, quando Agar lhe deu Ismael.
GNESIS [17]
1 Quando Abro tinha noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha 
presena, e s perfeito;
2 e firmarei o meu pacto contigo, e sobremaneira te multiplicarei.
3 Ao que Abro se prostrou com o rosto em terra, e Deus falou-lhe, dizendo:
4 Quanto a mim, eis que o meu pacto  contigo, e sers pai de muitas naes;
5 no mais sers chamado Abro, mas Abrao ser o teu nome; pois por pai de muitas naes te hei posto;
6 far-te-ei frutificar sobremaneira, e de ti farei naes, e reis sairo de ti;
7 estabelecerei o meu pacto contigo e com a tua descendncia depois de ti em suas geraes, como pacto perptuo, para te ser por 
Deus a ti e  tua descendncia depois de ti.
8 Dar-te-ei a ti e  tua descendncia depois de ti a terra de tuas peregrinaes, toda a terra de Cana, em perptua possesso; e serei o 
seu Deus.
9 Disse mais Deus a Abrao: Ora, quanto a ti, guardars o meu pacto, tu e a tua descendncia depois de ti, nas suas geraes.
10 Este  o meu pacto, que guardareis entre mim e vs, e a tua descendncia depois de ti: todo varo dentre vugar para aquele que me
11 Circuncidar-vos-eis na carne do prepcio; e isto ser por sinal de pacto entre mim e vs.
12  idade de oito dias, todo varo dentre vs ser circuncidado, por todas as vossas geraes, tanto o nascido em casa como o 
comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que no for da tua linhagem.
13 Com efeito ser circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; assim estar o meu pacto na vossa carne como 
pacto perptuo.
14 Mas o incircunciso, que no se circuncidar na carne do prepcio, essa alma ser extirpada do seu povo; violou o meu pacto.
15 Disse Deus a Abrao: Quanto a Sarai, tua, mulher, no lhe chamars mais Sarai, porem Sara ser o seu nome.
16 Abeno-la-ei, e tambm dela te darei um filho; sim, abeno-la-ei, e ela ser me de naes; reis de povos sairo dela.
17 Ao que se prostrou Abrao com o rosto em terra, e riu-se, e disse no seu corao: A um homem de cem anos h de nascer um 
filho? Dar  luz Sara, que tem noventa anos?
18 Depois disse Abrao a Deus: Oxal que viva Ismael diante de ti!
19 E Deus lhe respondeu: Na verdade, Sara, tua mulher, te dar  luz um filho, e lhe chamars Isaque; com ele estabelecerei o meu 
pacto como pacto perptuo para a sua descendncia depois dele.
20 E quanto a Ismael, tambm te tenho ouvido; eis que o tenho abenoado, e f-lo-ei frutificar, e multiplic-lo-ei grandissimamente; 
doze prncipes gerar, e dele farei uma grande nao.
21 O meu pacto, porm, estabelecerei com Isaque, que Sara te dar  luz neste tempo determinado, no ano vindouro.
22 Ao acabar de falar com Abrao, subiu Deus diante dele.
23 Logo tomou Abrao a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa e a todos os comprados por seu dinheiro, todo varo entre 
os da casa de Abrao, e lhes circuncidou a carne do prepcio, naquele mesmo dia, como Deus lhe ordenara.
24 Abrao tinha noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepcio;
25 E Ismael, seu filho, tinha treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepcio.
26 No mesmo dia foram circuncidados Abrao e seu filho Ismael.
27 E todos os homens da sua casa, assim os nascidos em casa, como os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados 
com ele.
GNESIS [18]
1 Depois apareceu o Senhor a Abrao junto aos carvalhos de Manre, estando ele sentado  porta da tenda, no maior calor do dia.
2 Levantando Abrao os olhos, olhou e eis trs homens de p em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, 
e prostrou-se em terra,
3 e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graa aos teus olhos, rogo-te que no passes de teu servo.
4 Eia, traga-se um pouco d'gua, e lavai os ps e recostai-vos debaixo da rvore;
5 e trarei um bocado de po; refazei as vossas foras, e depois passareis adiante; porquanto por isso chegastes ate o vosso servo. 
Responderam-lhe: Faze assim como disseste.
6 Abrao, pois, apressou-se em ir ter com Sara na tenda, e disse-lhe: Amassa depressa trs medidas de flor de farinha e faze bolos.
7 Em seguida correu ao gado, apanhou um bezerro tenro e bom e deu-o ao criado, que se apressou em prepar-lo.
8 Ento tomou queijo fresco, e leite, e o bezerro que mandara preparar, e ps tudo diante deles, ficando em p ao lado deles debaixo 
da rvore, enquanto comiam.
9 Perguntaram-lhe eles: Onde est Sara, tua mulher? Ele respondeu: Est ali na tenda.
10 E um deles lhe disse: certamente tornarei a ti no ano vindouro; e eis que Sara tua mulher ter um filho. E Sara estava escutando  
porta da tenda, que estava atrs dele.
11 Ora, Abrao e Sara eram j velhos, e avanados em idade; e a Sara havia cessado o incmodo das mulheres.
12 Sara ento riu-se consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo tambm o meu senhor j velho?
13 Perguntou o Senhor a Abrao: Por que se riu Sara, dizendo:  verdade que eu, que sou velha, darei  luz um filho?
14 H, porventura, alguma coisa difcil ao Senhor? Ao tempo determinado, no ano vindouro, tornarei a ti, e Sara ter um filho.
15 Ento Sara negou, dizendo: No me ri; porquanto ela teve medo. Ao que ele respondeu: No  assim; porque te riste.
16 E levantaram-se aqueles homens dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abrao ia com eles, para os encaminhar.
17 E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abrao o que fao,
18 visto que Abrao certamente vir a ser uma grande e poderosa nao, e por meio dele sero benditas todas as naes da terra?
19 Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do 
Senhor, para praticarem retido e justia; a fim de que o Senhor faa vir sobre Abrao o que a respeito dele tem falado.
20 Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado 
muito,
21 descerei agora, e verei se em tudo tm praticado segundo o seu clamor, que a mim tem chegado; e se no, sab-lo-ei.
22 Ento os homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direo a Sodoma; mas Abrao ficou ainda em p diante do Senhor.
23 E chegando-se Abrao, disse: Destruirs tambm o justo com o mpio?
24 Se porventura houver cinqenta justos na cidade, destruirs e no poupars o lugar por causa dos cinqenta justos que ali esto?
25 Longe de ti que faas tal coisa, que mates o justo com o mpio, de modo que o justo seja como o mpio; esteja isto longe de ti. No 
far justia o juiz de toda a terra?
26 Ento disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles.
27 Tornou-lhe Abrao, dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou p e cinza.
26 Se porventura de cinqenta justos faltarem cinco, destruirs toda a cidade por causa dos cinco? Respondeu ele: No a destruirei, se 
eu achar ali quarenta e cinco.
29 Continuou Abrao ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? Mais uma vez assentiu: Por causa dos 
quarenta no o farei.
30 Disse Abrao: Ora, no se ire o Senhor, se eu ainda falar. Se porventura se acharem ali trinta? De novo assentiu: No o farei, se 
achar ali trinta.
31 Tornou Abrao: Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Senhor. Se porventura se acharem ali vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos 
vinte no a destruirei.
32 Disse ainda Abrao: Ora, no se ire o Senhor, pois s mais esta vez falarei. Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o 
Senhor: Por causa dos dez no a destruirei.
33 E foi-se o Senhor, logo que acabou de falar com Abrao; e Abrao voltou para o seu lugar.
GNESIS [19]
1  tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. L estava sentado  porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os receber; prostrou-
se com o rosto em terra,
2 e disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peo-vos em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os ps; de madrugada vos 
levantareis e ireis vosso caminho. Responderam eles: No; antes na praa passaremos a noite.
3 Entretanto, L insistiu muito com eles, pelo que foram com ele e entraram em sua casa; e ele lhes deu um banquete, assando-lhes 
pes zimos, e eles comeram.
4 Mas antes que se deitassem, cercaram a casa os homens da cidade, isto , os homens de Sodoma, tanto os moos como os velhos, 
sim, todo o povo de todos os lados;
5 e, chamando a L, perguntaram-lhe: Onde esto os homens que entraram esta noite em tua casa? Traze-os c fora a ns, para que os 
conheamos.
6 Ento L saiu-lhes  porta, fechando-a atrs de si,
7 e disse: Meus irmos, rogo-vos que no procedais to perversamente;
8 eis aqui, tenho duas filhas que ainda no conheceram varo; eu vo-las trarei para fora, e lhes fareis como bem vos parecer: somente 
nada faais a estes homens, porquanto entraram debaixo da sombra do meu telhado.
9 Eles, porm, disseram: Sai da. Disseram mais: Esse indivduo, como estrangeiro veio aqui habitar, e quer se arvorar em juiz! Agora 
te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, isto , sobre L, e aproximavam-se para arrombar a porta.
10 Aqueles homens, porm, estendendo as mos, fizeram L entrar para dentro da casa, e fecharam a porta;
11 e feriram de cegueira os que estavam do lado de fora, tanto pequenos como grandes, de maneira que cansaram de procurar a porta.
12 Ento disseram os homens a L: Tens mais algum aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens na cidade, 
tira-os para fora deste lugar;
13 porque ns vamos destruir este lugar, porquanto o seu clamor se tem avolumado diante do Senhor, e o Senhor nos enviou a destru-
lo.
14 Tendo sado L, falou com seus genros, que haviam de casar com suas filhas, e disse-lhes: Levantai-vos, sa deste lugar, porque o 
Senhor h de destruir a cidade. Mas ele pareceu aos seus genros como quem estava zombando.
15 E ao amanhecer os anjos apertavam com L, dizendo: levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui esto, para que no 
pereas no castigo da cidade.
16 Ele, porm, se demorava; pelo que os homens pegaram-lhe pela mo a ele,  sua mulher, e s suas filhas, sendo-lhe misericordioso 
o Senhor. Assim o tiraram e o puseram fora da cidade.
17 Quando os tinham tirado para fora, disse um deles: Escapa-te, salva tua vida; no olhes para trs de ti, nem te detenhas em toda 
esta plancie; escapa-te l para o monte, para que no pereas.
18 Respondeu-lhe L: Ah, assim no, meu Senhor!
19 Eis que agora o teu servo tem achado graa aos teus olhos, e tens engrandecido a tua misericrdia que a mim me fizeste, salvando-
me a vida; mas eu no posso escapar-me para o monte; no seja caso me apanhe antes este mal, e eu morra.
20 Eis ali perto aquela cidade, para a qual eu posso fugir, e  pequena. Permite que eu me escape para l (porventura no  pequena?), 
e viver a minha alma.
21 Disse-lhe: Quanto a isso tambm te hei atendido, para no subverter a cidade de que acabas de falar.
22 Apressa-te, escapa-te para l; porque nada poderei fazer enquanto no tiveres ali chegado. Por isso se chamou o nome da cidade 
Zoar.
23 Tinha sado o sol sobre a terra, quando L entrou em Zoar.
24 Ento o Senhor, da sua parte, fez chover do cu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra.
25 E subverteu aquelas cidades e toda a plancie, e todos os moradores das cidades, e o que nascia da terra.
26 Mas a mulher de L olhou para trs e ficou convertida em uma esttua de sal.
27 E Abrao levantou-se de madrugada, e foi ao lugar onde estivera em p diante do Senhor;
28 e, contemplando Sodoma e Gomorra e toda a terra da plancie, viu que subia da terra fumaa como a de uma fornalha.
29 Ora, aconteceu que, destruindo Deus as cidades da plancie, lembrou-se de Abrao, e tirou L do meio da destruio, ao subverter 
aquelas cidades em que L habitara.
30 E subiu L de Zoar, e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele; porque temia habitar em Zoar; e habitou numa caverna, ele 
e as suas duas filhas.
31 Ento a primognita disse  menor: Nosso pai  j velho, e no h varo na terra que entre a ns, segundo o costume de toda a 
terra;
32 vem, demos a nosso pai vinho a beber, e deitemo-nos com ele, para que conservemos a descendncia de nosso pai.
33 Deram, pois, a seu pai vinho a beber naquela noite; e, entrando a primognita, deitou-se com seu pai; e no percebeu ele quando 
ela se deitou, nem quando se levantou.
34 No dia seguinte disse a primognita  menor: Eis que eu ontem  noite me deitei com meu pai; demos-lhe vinho a beber tambm 
esta noite; e ento, entrando tu, deita-te com ele, para que conservemos a descendncia de nosso pai.
35 Tornaram, pois, a dar a seu pai vinho a beber tambm naquela noite; e, levantando-se a menor, deitou-se com ele; e no percebeu 
ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.
36 Assim as duas filhas de L conceberam de seu pai.
37 A primognita deu a luz a um filho, e chamou-lhe Moabe; este  o pai dos moabitas de hoje.
38 A menor tambm deu  luz um filho, e chamou-lhe Ben-Ami; este  o pai dos amonitas de hoje.
GNESIS [20]
1 Partiu Abrao dali para a terra do Negebe, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar.
2 E havendo Abrao dito de Sara, sua mulher:  minha irm; enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara.
3 Deus, porm, veio a Abimeleque, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Eis que ests para morrer por causa da mulher que tomaste; 
porque ela tem marido.
4 Ora, Abimeleque ainda no se havia chegado a ela: perguntou, pois: Senhor matars porventura tambm uma nao justa?
5 No me disse ele mesmo:  minha irm? e ela mesma me disse: Ele  meu irmo; na sinceridade do meu corao e na inocncia das 
minhas mos fiz isto.
6 Ao que Deus lhe respondeu em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu corao fizeste isto; e tambm eu te tenho impedido 
de pecar contra mim; por isso no te permiti toc-la;
7 agora, pois, restitui a mulher a seu marido, porque ele  profeta, e interceder por ti, e vivers; se, porm, no lha restitures, sabe 
que certamente morrers, tu e tudo o que  teu.
8 Levantou-se Abimeleque de manh cedo e, chamando a todos os seus servos, falou-lhes aos ouvidos todas estas palavras; e os 
homens temeram muito.
9 Ento chamou Abimeleque a Abrao e lhe perguntou: Que  que nos fizeste? e em que pequei contra ti, para trazeres sobre mim o 
sobre o meu reino tamanho pecado? Tu me fizeste o que no se deve fazer.
10 Perguntou mais Abimeleque a Abrao: Com que inteno fizeste isto?
11 Respondeu Abrao: Porque pensei: Certamente no h temor de Deus neste lugar; matar-me-o por causa da minha mulher.
12 Alm disso ela  realmente minha irm, filha de meu pai, ainda que no de minha me; e veio a ser minha mulher.
13 Quando Deus me fez sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse a ela: Esta  a graa que me fars: em todo lugar aonde formos, 
dize de mim: Ele  meu irmo.
14 Ento tomou Abimeleque ovelhas e bois, e servos e servas, e os deu a Abrao; e lhe restituiu Sara, sua mulher;
15 e disse-lhe Abimeleque: Eis que a minha terra est diante de ti; habita onde bem te parecer.
16 E a Sara disse: Eis que tenho dado a teu irmo mil moedas de prata; isso te seja por vu dos olhos a todos os que esto contigo; e 
perante todos ests reabilitada.
17 Orou Abrao a Deus, e Deus sarou Abimeleque, e a sua mulher e as suas servas; de maneira que tiveram filhos;
18 porque o Senhor havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abrao.
GNESIS [21]
1 O Senhor visitou a Sara, como tinha dito, e lhe fez como havia prometido.
2 Sara concebeu, e deu a Abrao um filho na sua velhice, ao tempo determinado, de que Deus lhe falara;
3 e, Abrao ps no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque.
4 E Abrao circuncidou a seu filho Isaque, quando tinha oito dias, conforme Deus lhe ordenara.
5 Ora, Abrao tinha cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.
6 Pelo que disse Sara: Deus preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se rir comigo.
7 E acrescentou: Quem diria a Abrao que Sara havia de amamentar filhos? no entanto lhe dei um filho na sua velhice.
8 cresceu o menino, e foi desmamado; e Abrao fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.
9 Ora, Sara viu brincando o filho de Agar a egpcia, que esta dera  luz a Abrao.
10 Pelo que disse a Abrao: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva no ser herdeiro com meu filho, com 
Isaque.
11 Pareceu isto bem duro aos olhos de Abrao, por causa de seu filho.
12 Deus, porm, disse a Abrao: No parea isso duro aos teus olhos por causa do moo e por causa da tua serva; em tudo o que Sara 
te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque ser chamada a tua descendncia.
13 Mas tambm do filho desta serva farei uma nao, porquanto ele  da tua linhagem.
14 Ento se levantou Abrao de manh cedo e, tomando po e um odre de gua, os deu a Agar, pondo-os sobre o ombro dela; tambm 
lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu e foi andando errante pelo deserto de Beer-Seba.
15 E consumida a gua do odre, Agar deitou o menino debaixo de um dos arbustos,
16 e foi assentar-se em frente dele, a boa distncia, como a de um tiro de arco; porque dizia: Que no veja eu morrer o menino. Assim 
sentada em frente dele, levantou a sua voz e chorou.
17 Mas Deus ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus, bradando a Agar desde o cu, disse-lhe: Que tens, Agar? no temas, porque 
Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde est.
18 Ergue-te, levanta o menino e toma-o pela mo, porque dele farei uma grande nao.
19 E abriu-lhe Deus os olhos, e ela viu um poo; e foi encher de gua o odre e deu de beber ao menino.
20 Deus estava com o menino, que cresceu e, morando no deserto, tornou-se flecheiro.
21 Ele habitou no deserto de Par; e sua me tomou-lhe uma mulher da terra do Egito.
22 Naquele mesmo tempo Abimeleque, com Ficol, o chefe do seu exrcito, falou a Abrao, dizendo: Deus  contigo em tudo o que 
fazes;
23 agora pois, jura-me aqui por Deus que no te havers falsamente comigo, nem com meu filho, nem com o filho do meu filho; mas 
segundo a beneficncia que te fiz, me fars a mim, e  terra onde peregrinaste.
24 Respondeu Abrao: Eu jurarei.
25 Abrao, porm, repreendeu a Abimeleque, por causa de um poo de gua, que os servos de Abimeleque haviam tomado  fora.
26 Respondeu-lhe Abimeleque: No sei quem fez isso; nem tu mo fizeste saber, nem tampouco ouvi eu falar nisso, seno hoje.
27 Tomou, pois, Abrao ovelhas e bois, e os deu a Abimeleque; assim fizeram entre, si um pacto.
28 Ps Abrao, porm,  parte sete cordeiras do rebanho.
29 E perguntou Abimeleque a Abrao: Que significam estas sete cordeiras que puseste  parte?
30 Respondeu Abrao: Estas sete cordeiras recebers da minha mo para que me sirvam de testemunho de que eu cavei este poo.
31 Pelo que chamou aquele lugar Beer-Seba, porque ali os dois juraram.
32 Assim fizeram uma pacto em Beer-Seba. Depois se levantaram Abimeleque e Ficol, o chefe do seu exrcito, e tornaram para a 
terra dos filisteus.
33 Abrao plantou uma tamargueira em Beer-Seba, e invocou ali o nome do Senhor, o Deus eterno.
34 E peregrinou Abrao na terra dos filisteus muitos dias.
GNESIS [22]
1 Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abrao, dizendo-lhe: Abrao! E este respondeu: Eis-me aqui.
2 Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu nico filho, Isaque, a quem amas; vai  terra de Mori, e oferece-o ali em holocausto 
sobre um dos montes que te hei de mostrar.
3 Levantou-se, pois, Abrao de manh cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moos e Isaque, seu filho; e, tendo 
cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera.
4 Ao terceiro dia levantou Abrao os olhos, e viu o lugar de longe.
5 E disse Abrao a seus moos: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos at l; depois de adorarmos, voltaremos a 
vs.
6 Tomou, pois, Abrao a lenha do holocausto e a ps sobre Isaque, seu filho; tomou tambm na mo o fogo e o cutelo, e foram 
caminhando juntos.
7 Ento disse Isaque a Abrao, seu pai: Meu pai! Respondeu Abrao: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a 
lenha, mas onde est o cordeiro para o holocausto?
8 Respondeu Abrao: Deus prover para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos.
9 Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abrao ali o altar e ps a lenha em ordem; o amarrou, a Isaque, seu 
filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha.
10 E, estendendo a mo, pegou no cutelo para imolar a seu filho.
11 Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o cu, e disse: Abrao, Abrao! Ele respondeu: Eis-me aqui.
12 Ento disse o anjo: No estendas a mo sobre o mancebo, e no lhe faas nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que 
no me negaste teu filho, o teu nico filho.
13 Nisso levantou Abrao os olhos e olhou, e eis atrs de si um carneiro embaraado pelos chifres no mato; e foi Abrao, tomou o 
carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho.
14 Pelo que chamou Abrao quele lugar Jeov-Jir; donde se diz at o dia de hoje: No monte do Senhor se prover.
15 Ento o anjo do Senhor bradou a Abrao pela segunda vez desde o cu,
16 e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e no me negaste teu filho, o teu nico filho,
17 que deveras te abenoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendncia, como as estrelas do cu e como a areia que est na 
praia do mar; e a tua descendncia possuir a porta dos seus inimigos;
18 e em tua descendncia sero benditas todas as naes da terra; porquanto obedeceste  minha voz.
19 Ento voltou Abrao aos seus moos e, levantando-se, foram juntos a Beer-Seba; e Abrao habitou em Beer-Seba.
20 Depois destas coisas anunciaram a Abrao, dizendo: Eis que tambm Milca tem dado  luz filhos a Naor, teu irmo:
21 Uz o seu primognito, e Buz seu irmo, e Quemuel, pai de Aro,
22 e Quesede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel.
23 E Betuel gerou a Rebeca. Esses oito deu  luz Milca a Naor, irmo de Abrao.
24 E a sua concubina, que se chamava Reum, tambm deu  luz a Teba, Gao, Tas e Maac.
GNESIS [23]
1 Ora, os anos da vida de Sara foram cento e vinte e sete.
2 E morreu Sara em Quiriate-Arba, que  Hebrom, na terra de Cana; e veio Abrao lament-la e chorar por ela:
3 Depois se levantou Abrao de diante do seu morto, e falou aos filhos de Hete, dizendo:
4 Estrangeiro e peregrino sou eu entre vs; dai-me o direito de um lugar de sepultura entre vs, para que eu sepulte o meu morto, 
removendo-o de diante da minha face.
5 Responderam-lhe os filhos de Hete:
6 Ouve-nos, senhor; prncipe de Deus s tu entre ns; enterra o teu morto na mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de ns te 
vedar a sua sepultura, para enterrares o teu morto.
7 Ento se levantou Abrao e, inclinando-se diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete,
8 falou-lhes, dizendo: Se  de vossa vontade que eu sepulte o meu morto de diante de minha face, ouvi-me e intercedei por mim junto 
a Efrom, filho de Zoar,
9 para que ele me d a cova de Macpela, que possui no fim do seu campo; que ma d pelo devido preo em posse de sepulcro no meio 
de vs.
10 Ora, Efrom estava sentado no meio dos filhos de Hete; e respondeu Efrom, o heteu, a Abrao, aos ouvidos dos filhos de Hete, isto 
, de todos os que entravam pela porta da sua cidade, dizendo:
11 No, meu senhor; ouve-me. O campo te dou, tambm te dou a cova que nele est; na presena dos filhos do meu povo te dou; 
sepulta o teu morto.
12 Ento Abrao se inclinou diante do povo da terra,
13 e falou a Efrom, aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Se te agrada, peo-te que me ouas. Darei o preo do campo; toma-o de 
mim, e sepultarei ali o meu morto.
14 Respondeu Efrom a Abrao:
15 Meu senhor, ouve-me. Um terreno do valor de quatrocentos siclos de prata! que  isto entre mim e ti? Sepulta, pois, o teu morto.
16 E Abrao ouviu a Efrom, e pesou-lhe a prata de que este tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, 
moeda corrente entre os mercadores.
17 Assim o campo de Efrom, que estava em Macpela, em frente de Manre, o campo e a cova que nele estava, e todo o arvoredo que 
havia nele, por todos os seus limites ao redor, se confirmaram
18 a Abrao em possesso na presena dos filhos de Hete, isto , de todos os que entravam pela porta da sua cidade.
19 Depois sepultou Abrao a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que  Hebrom, na terra de Cana.
20 Assim o campo e a cova que nele estava foram confirmados a Abrao pelos filhos de Hete em possesso de sepultura.
GNESIS [24]
1 Ora, Abrao era j velho e de idade avanada; e em tudo o Senhor o havia abenoado.
2 E disse Abrao ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possua: Pe a tua mo debaixo da minha 
coxa,
3 para que eu te faa jurar pelo Senhor, Deus do cu e da terra, que no tomars para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, 
no meio dos quais eu habito;
4 mas que irs  minha terra e  minha parentela, e dali tomars mulher para meu filho Isaque.
5 Perguntou-lhe o servo: Se porventura a mulher no quiser seguir-me a esta terra, farei, ento, tornar teu filho  terra donde saste?
6 Respondeu-lhe Abrao: Guarda-te de fazeres tornar para l meu filho.
7 O Senhor, Deus do cu, que me tirou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo:  
tua o semente darei esta terra; ele enviar o seu anjo diante de si, para que tomes de l mulher para meu filho.
8 Se a mulher, porm, no quiser seguir-te, sers livre deste meu juramento; somente no fars meu filho tornar para l.
9 Ento ps o servo a sua mo debaixo da coxa de Abrao seu senhor, e jurou-lhe sobre este negcio.
10 Tomou, pois, o servo dez dos camelos do seu senhor, porquanto todos os bens de seu senhor estavam em sua mo; e, partindo, foi 
para a Mesopotmia,  cidade de Naor.
11 Fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto ao poo de gua, pela tarde,  hora em que as mulheres saam a tirar gua.
12 E disse:  Senhor, Deus de meu senhor Abrao, d-me hoje, peo-te, bom xito, e usa de benevolncia para com o meu senhor 
Abrao.
13 Eis que eu estou em p junto  fonte, e as filhas dos homens desta cidade vm saindo para tirar gua;
14 faze, pois, que a donzela a quem eu disser: Abaixa o teu cntaro, peo-te, para que eu beba; e ela responder: Bebe, e tambm darei 
de beber aos teus camelos; seja aquela que designaste para o teu servo Isaque. Assim conhecerei que usaste de benevolncia para com 
o meu senhor.
15 Antes que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmo de Abrao, saa com o seu 
cntaro sobre o ombro.
16 A donzela era muito formosa  vista, virgem, a quem varo no havia conhecido; ela desceu  fonte, encheu o seu cntaro e subiu.
17 Ento o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Deixa-me beber, peo-te, um pouco de gua do teu cntaro.
18 Respondeu ela: Bebe, meu senhor. Ento com presteza abaixou o seu cntaro sobre a mo e deu-lhe de beber.
19 E quando acabou de lhe dar de beber, disse: Tirarei tambm gua para os teus camelos, at que acabem de beber.
20 Tambm com presteza despejou o seu cntaro no bebedouro e, correndo outra vez ao poo, tirou gua para todos os camelos dele.
21 E o homem a contemplava atentamente, em silncio, para saber se o Senhor havia tornado prspera a sua jornada, ou no.
22 Depois que os camelos acabaram de beber, tomou o homem um pendente de ouro, de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as 
mos dela, do peso de dez siclos de ouro;
23 e perguntou: De quem s filha? dize-mo, peo-te. H lugar em casa de teu pai para ns pousarmos?
24 Ela lhe respondeu: Eu sou filha de Betuel, filho de Milca, o qual ela deu a Naor.
25 Disse-lhe mais: Temos palha e forragem bastante, e lugar para pousar.
26 Ento inclinou-se o homem e adorou ao Senhor;
27 e disse: Bendito seja o Senhor Deus de meu senhor Abrao, que no retirou do meu senhor a sua benevolncia e a sua verdade; 
quanto a mim, o Senhor me guiou no caminho  casa dos irmos de meu senhor.
28 A donzela correu, e relatou estas coisas aos da casa de sua me.
29 Ora, Rebeca tinha um irmo, cujo nome era Labo, o qual saiu correndo ao encontro daquele homem at a fonte;
30 porquanto tinha visto o pendente, e as pulseiras sobre as mos de sua irm, e ouvido as palavras de sua irm Rebeca, que dizia: 
Assim me falou aquele homem; e foi ter com o homem, que estava em p junto aos camelos ao lado da fonte.
31 E disse: Entra, bendito do Senhor; por que ests aqui fora? pois eu j preparei a casa, e lugar para os camelos.
32 Ento veio o homem  casa, e desarreou os camelos; deram palha e forragem para os camelos e gua para lavar os ps dele e dos 
homens que estavam com ele.
33 Depois puseram comida diante dele. Ele, porm, disse: No comerei, at que tenha exposto a minha incumbncia. Respondeu-lhe 
Labo: Fala.
34 Ento disse: Eu sou o servo de Abrao.
35 O Senhor tem abenoado muito ao meu senhor, o qual se tem engrandecido; deu-lhe rebanhos e gado, prata e ouro, escravos e 
escravas, camelos e jumentos.
36 E Sara, a mulher do meu senhor, mesmo depois, de velha deu um filho a meu senhor; e o pai lhe deu todos os seus bens.
37 Ora, o meu senhor me fez jurar, dizendo: No tomars mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito;
38 irs, porm,  casa de meu pai, e  minha parentela, e tomars mulher para meu filho.
39 Ento respondi ao meu senhor: Porventura no me seguir a mulher.
40 Ao que ele me disse: O Senhor, em cuja presena tenho andado, enviar o seu anjo contigo, e prosperar o teu caminho; e da 
minha parentela e da casa de meu pai tomars mulher para meu filho;
41 ento sers livre do meu juramento, quando chegares  minha parentela; e se no te derem, livre sers do meu juramento.
42 E hoje cheguei  fonte, e disse: Senhor, Deus de meu senhor Abrao, se  que agora prosperas o meu caminho, o qual venho 
seguindo,
43 eis que estou junto  fonte; faze, pois, que a donzela que sair para tirar gua, a quem eu disser: D-me, peo-te, de beber um pouco 
de gua do teu cntaro,
44 e ela me responder: Bebe tu, e tambm tirarei gua para os teus camelos; seja a mulher que o Senhor designou para o filho de meu 
senhor.
45 Ora, antes que eu acabasse de falar no meu corao, eis que Rebeca saa com o seu cntaro sobre o ombro, desceu  fonte e tirou 
gua; e eu lhe disse: D-me de beber, peo-te.
46 E ela, com presteza, abaixou o seu cntaro do ombro, e disse: Bebe, e tambm darei de beber aos teus camelos; assim bebi, e ela 
deu tambm de beber aos camelos.
47 Ento lhe perguntei: De quem s filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que Milca lhe deu. Ento eu lhe pus o pendente 
no nariz e as pulseiras sobre as mos;
48 e, inclinando-me, adorei e bendisse ao Senhor, Deus do meu senhor Abrao, que me havia conduzido pelo caminho direito para 
tomar para seu filho a filha do irmo do meu senhor.
49 Agora, pois, se vs haveis de usar de benevolncia e de verdade para com o meu senhor, declarai-mo; e se no, tambm mo 
declarai, para que eu v ou para a direita ou para a esquerda.
50 Ento responderam Labo e Betuel: Do Senhor procede este negcio; ns no podemos falar-te mal ou bem.
51 Eis que Rebeca est diante de ti, toma-a e vai-te; seja ela a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o Senhor.
52 Quando o servo de Abrao ouviu as palavras deles, prostrou-se em terra diante do Senhor:
53 e tirou o servo jias de prata, e jias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; tambm deu coisas preciosas a seu irmo e a sua me.
54 Ento comeram e beberam, ele e os homens que com ele estavam, e passaram a noite. Quando se levantaram de manh, disse o 
servo: Deixai-me ir a meu senhor.
55 Disseram o irmo e a me da donzela: Fique ela conosco alguns dias, pelo menos dez dias; e depois ir.
56 Ele, porm, lhes respondeu: No me detenhas, visto que o Senhor me tem prosperado o caminho; deixai-me partir, para que eu 
volte a meu senhor.
57 Disseram-lhe: chamaremos a donzela, e perguntaremos a ela mesma.
58 Chamaram, pois, a Rebeca, e lhe perguntaram: Irs tu com este homem; Respondeu ela: Irei.
59 Ento despediram a Rebeca, sua irm, e  sua ama e ao servo de Abrao e a seus homens;
60 e abenoaram a Rebeca, e disseram-lhe: Irm nossa, s tu a me de milhares de mirades, e possua a tua descendncia a porta de 
seus aborrecedores!
61 Assim Rebeca se levantou com as suas moas e, montando nos camelos, seguiram o homem; e o servo, tomando a Rebeca, partiu.
62 Ora, Isaque tinha vindo do caminho de Beer-Laai-Ri; pois habitava na terra do Negebe.
63 Sara Isaque ao campo  tarde, para meditar; e levantando os olhos, viu, e eis que vinham camelos.
64 Rebeca tambm levantou os olhos e, vendo a Isaque, saltou do camelo
65 e perguntou ao servo: Quem  aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? respondeu o servo:  meu senhor. Ento ela 
tomou o vu e se cobriu.
66 Depois o servo contou a Isaque tudo o que fizera.
67 Isaque, pois, trouxe Rebeca para a tenda de Sara, sua me; tomou-a e ela lhe foi por mulher; e ele a amou. Assim Isaque foi 
consolado depois da morte de sua me.
GNESIS [25]
1 Ora, Abrao tomou outra mulher, que se chamava Quetura.
2 Ela lhe deu  luz a Zinr, Jocs, Med, Midi, Isbaque e Su.
3 Jocs gerou a Seba e Ded. Os filhos de Ded foram Assurim, Letusim e Leumim.
4 Os filhos de Midi foram Ef, Efer, Hanoque, Abid e Eld; todos estes foram filhos de Quetura.
5 Abrao, porm, deu tudo quanto possua a Isaque;
6 no entanto aos filhos das concubinas que Abrao tinha, deu ele ddivas; e, ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-
os ao Oriente, para a terra oriental.
7 Estes, pois, so os dias dos anos da vida de Abrao, que ele viveu: cento e setenta e, cinco anos.
8 E Abrao expirou, morrendo em boa velhice, velho e cheio de dias; e foi congregado ao seu povo.
9 Ento Isaque e Ismael, seus filhos, o sepultaram na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, o heteu, que estava em 
frente de Manre,
10 o campo que Abrao comprara aos filhos de Hete. Ali foi sepultado Abrao, e Sara, sua mulher.
11 Depois da morte de Abrao, Deus abenoou a Isaque, seu filho; e habitava Isaque junto a Beer-Laai-Ri.
12 Estas so as geraes de Ismael, filho de Abrao, que Agar, a egpcia, serva de Sara, lhe deu;
13 e estes so os nomes dos filhos de Ismael pela sua ordem, segundo as suas geraes: o primognito de Ismael era Nebaiote, depois 
Quedar, Abdeel, Mibso,
14 Misma, Dum, Mass,
15 Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedem.
16 Estes so os filhos de Ismael, e estes so os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus acampamentos: doze prncipes segundo as 
suas tribos.
17 E estes so os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos; e ele expirou e, morrendo, foi congregado ao seu povo.
18 Eles ento habitaram desde Havil at Sur, que est em frente do Egito, como quem vai em direo da Assria; assim Ismael se 
estabeleceu diante da face de todos os seus irmos.
19 E estas so as geraes de Isaque, filho de Abrao: Abrao gerou a Isaque;
20 e Isaque tinha quarenta anos quando tomou por mulher a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Pad-Ar, e irm de Labo, arameu.
21 Ora, Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto ela era estril; e o Senhor ouviu as suas oraes, e Rebeca, 
sua mulher, concebeu.
22 E os filhos lutavam no ventre dela; ento ela disse: Por que estou eu assim? E foi consultar ao Senhor.
23 Respondeu-lhe o Senhor: Duas naes h no teu ventre, e dois povos se dividiro das tuas estranhas, e um povo ser mais forte do 
que o outro povo, e o mais velho servir ao mais moo.
24 Cumpridos que foram os dias para ela dar  luz, eis que havia gmeos no seu ventre.
25 Saiu o primeiro, ruivo, todo ele como um vestido de pelo; e chamaram-lhe Esa.
26 Depois saiu o seu irmo, agarrada sua mo ao calcanhar de Esa; pelo que foi chamado Jac. E Isaque tinha sessenta anos quando 
Rebeca os deu  luz.
27 Cresceram os meninos; e Esa tornou-se perito caador, homem do campo; mas Jac, homem sossegado, que habitava em tendas.
28 Isaque amava a Esa, porque comia da sua caa; mas Rebeca amava a Jac.
29 Jac havia feito um guisado, quando Esa chegou do campo, muito cansado;
30 e disse Esa a Jac: Deixa-me, peo-te, comer desse guisado vermelho, porque estou muito cansado. Por isso se chamou Edom.
31 Respondeu Jac: Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura.
32 Ento replicou Esa: Eis que estou a ponto e morrer; logo, para que me servir o direito de primogenitura?
33 Ao que disse Jac: Jura-me primeiro. Jurou-lhe, pois; e vendeu o seu direito de primogenitura a Jac.
34 Jac deu a Esa po e o guisado e lentilhas; e ele comeu e bebeu; e, levantando-se, seguiu seu caminho. Assim desprezou Esa o 
seu direito de primogenitura.
GNESIS [26]
1 Sobreveio  terra uma fome, alm da primeira, que ocorreu nos dias de Abrao. Por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, 
em Gerar.
2 E apareceu-lhe o Senhor e disse: No desas ao Egito; habita na terra que eu te disser;
3 peregrina nesta terra, e serei contigo e te abenoarei; porque a ti, e aos que descenderem de ti, darei todas estas terras, e confirmarei 
o juramento que fiz a Abrao teu pai;
4 e multiplicarei a tua descendncia como as estrelas do cu, e lhe darei todas estas terras; e por meio dela sero benditas todas as 
naes da terra;
5 porquanto Abrao obedeceu  minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
6 Assim habitou Isaque em Gerar.
7 Ento os homens do lugar perguntaram-lhe acerca de sua mulher, e ele respondeu:  minha irm; porque temia dizer:  minha 
mulher; para que porventura, dizia ele, no me matassem os homens daquele lugar por amor de Rebeca; porque era ela formosa  
vista.
8 Ora, depois que ele se demorara ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaque estava 
brincando com Rebeca, sua mulher.
9 Ento chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que na verdade  tua mulher; como pois disseste: E minha irm? Respondeu-lhe 
Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura no morra por sua causa.
10 Replicou Abimeleque: Que  isso que nos fizeste? Facilmente se teria deitado algum deste povo com tua mulher, e tu terias 
trazido culpa sobre ns.
11 E Abimeleque ordenou a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrer.
12 Isaque semeou naquela terra, e no mesmo ano colheu o cntuplo; e o Senhor o abenoou.
13 E engrandeceu-se o homem; e foi-se enriquecendo at que se tornou mui poderoso;
14 e tinha possesses de rebanhos e de gado, e muita gente de servio; de modo que os filisteus o invejavam.
15 Ora, todos os poos, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abrao, os filisteus entulharam e encheram de 
terra.
16 E Abimeleque disse a Isaque: Aparta-te de ns; porque muito mais poderoso te tens feito do que ns.
17 Ento Isaque partiu dali e, acampando no vale de Gerar, l habitou.
18 E Isaque tornou a cavar os poos que se haviam cavado nos dias de Abrao seu pai, pois os filisteus os haviam entulhado depois da 
morte de Abrao; e deu-lhes os nomes que seu pai lhes dera.
19 Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poo de guas vivas.
20 E os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta gua  nossa. E ele chamou ao poo Eseque, porque 
contenderam com ele.
21 Ento cavaram outro poo, pelo qual tambm contenderam; por isso chamou-lhe Sitna.
22 E partiu dali, e cavou ainda outro poo; por este no contenderam; pelo que chamou-lhe Reobote, dizendo: Pois agora o Senhor 
nos deu largueza, e havemos de crescer na terra.
23 Depois subiu dali a Beer-Seba.
24 E apareceu-lhe o Senhor na mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abrao, teu pai; no temas, porque eu sou contigo, e te 
abenoarei e multiplicarei a tua descendncia por amor do meu servo Abrao.
25 Isaque, pois, edificou ali um altar e invocou o nome do Senhor; ento armou ali a sua tenda, e os seus servos cavaram um poo.
26 Ento Abimeleque veio a ele de Gerar, com Azate, seu amigo, e Ficol, o chefe do seu exrcito.
27 E perguntou-lhes Isaque: Por que viestes ter comigo, visto que me odiais, e me repelistes de vs?
28 Responderam eles: Temos visto claramente que o Senhor  contigo, pelo que dissemos: Haja agora juramento entre ns, entre ns e 
ti; e faamos um pacto contigo,
29 que no nos fars mal, assim como ns no te havemos tocado, e te fizemos somente o bem, e te deixamos ir em paz. Agora tu s o 
bendito do Senhor.
30 Ento Isaque lhes deu um banquete, e comeram e beberam.
31 E levantaram-se de manh cedo e juraram de parte a parte; depois Isaque os despediu, e eles se despediram dele em paz.
32 Nesse mesmo dia vieram os servos de Isaque e deram-lhe notcias acerca do poo que haviam cavado, dizendo-lhe: Temos achado 
gua.
33 E ele chamou o poo Seba; por isso  o nome da cidade Beer-Seba at o dia de hoje.
34 Ora, quando Esa tinha quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, o heteu e a Basemate, filha de Elom, o heteu.
35 E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de esprito.
GNESIS [27]
1 Quando Isaque j estava velho, e se lhe enfraqueciam os olhos, de maneira que no podia ver, chamou a Esa, seu filho mais velho, 
e disse-lhe: Meu filho! Ele lhe respondeu: Eis-me aqui!
2 Disse-lhe o pai: Eis que agora estou velho, e no sei o dia da minha morte;
3 toma, pois, as tuas armas, a tua aljava e o teu arco; e sai ao campo, e apanha para mim alguma caa;
4 e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma; a fim de que a minha alma te abenoe, antes que 
morra.
5 Ora, Rebeca estava escutando quando Isaque falou a Esa, seu filho. Saiu, pois, Esa ao campo para apanhar caa e traz-la.
6 Disse ento Rebeca a Jac, seu filho: Eis que ouvi teu pai falar com Esa, teu irmo, dizendo:
7 Traze-me caa, e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma, e te abenoe diante do Senhor, antes da minha morte.
8 Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te ordeno:
9 Vai ao rebanho, e traze-me de l das cabras dois bons cabritos; e eu farei um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta;
10 e lev-lo-s a teu pai, para que o coma, a fim de te abenoar antes da sua morte.
11 Respondeu, porm, Jac a Rebeca, sua me: Eis que Esa, meu irmo,  peludo, e eu sou liso.
12 Porventura meu pai me apalpar e serei a seus olhos como enganador; assim trarei sobre mim uma maldio, e no uma bno.
13 Respondeu-lhe sua me: Meu filho, sobre mim caia essa maldio; somente obedece  minha voz, e vai trazer-mos.
14 Ento ele foi, tomou-os e os trouxe a sua me, que fez um guisado saboroso como seu pai gostava.
15 Depois Rebeca tomou as melhores vestes de Esa, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jac, seu filho mais 
moo;
16 com as peles dos cabritos cobriu-lhe as mos e a lisura do pescoo;
17 e ps o guisado saboroso e o po que tinha preparado, na mo de Jac, seu filho.
18 E veio Jac a seu pai, e chamou: Meu pai! E ele disse:
Eis-me aqui; quem s tu, meu filho?
19 Respondeu Jac a seu pai: Eu sou Esa, teu primognito; tenho feito como me disseste; levanta-te, pois, senta-te e come da minha 
caa, para que a tua alma me abenoe.
20 Perguntou Isaque a seu filho: Como  que to depressa a achaste, filho meu? Respondeu ele: Porque o Senhor, teu Deus, a mandou 
ao meu encontro.
21 Ento disse Isaque a Jac: Chega-te, pois, para que eu te apalpe e veja se s meu filho Esa mesmo, ou no.
22 chegou-se Jac a Isaque, seu pai, que o apalpou, e disse: A voz  a voz de Jac, porm as mos so as mos de Esa.
23 E no o reconheceu, porquanto as suas mos estavam peludas, como as de Esa seu irmo; e abenoou-o.
24 No entanto perguntou: Tu s mesmo meu filho Esa? E ele declarou: Eu o sou.
25 Disse-lhe ento seu pai: Traze-mo, e comerei da caa de meu filho, para que a minha alma te abenoe: E Jac lho trouxe, e ele 
comeu; trouxe-lhe tambm vinho, e ele bebeu.
26 Disse-lhe mais Isaque, seu pai: Aproxima-te agora, e beija-me, meu filho.
27 E ele se aproximou e o beijou; e seu pai, sentindo-lhe o cheiro das vestes o abenoou, e disse: Eis que o cheiro de meu filho  
como o cheiro de um campo que o Senhor abenoou.
28 Que Deus te d do orvalho do cu, e dos lugares frteis da terra, e abundncia de trigo e de mosto;
29 sirvam-te povos, e naes se encurvem a ti; s senhor de teus irmos, e os filhos da tua me se encurvem a ti; sejam malditos os 
que te amaldioarem, e benditos sejam os que te abenoarem.
30 To logo Isaque acabara de abenoar a Jac, e este sara da presena de seu pai, chegou da caa Esa, seu irmo;
31 e fez tambm ele um guisado saboroso e, trazendo-o a seu pai, disse-lhe: Levanta-te, meu pai, e come da caa de teu filho, para que 
a tua alma me abenoe.
32 Perguntou-lhe Isaque, seu pai: Quem s tu? Respondeu ele: Eu sou teu filho, o teu primognito, Esa.
33 Ento estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande e disse: Quem, pois,  aquele que apanhou caa e ma trouxe? Eu 
comi de tudo, antes que tu viesses, e abenoei-o, e ele ser bendito.
34 Esa, ao ouvir as palavras de seu pai, bradou com grande e mui amargo brado, e disse a seu pai: Abenoa-me tambm a mim, meu 
pai!
35 Respondeu Isaque: Veio teu irmo e com sutileza tomou a tua bno.
36 Disse Esa: No se chama ele com razo Jac, visto que j por duas vezes me enganou? tirou-me o direito de primogenitura, e eis 
que agora me tirou a bno. E perguntou: No reservaste uma bno para mim?
37 Respondeu Isaque a Esa: Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmos lhe tenho dado por servos; e de trigo e 
de mosto o tenho fortalecido. Que, pois, poderei eu fazer por ti, meu filho?
38 Disse Esa a seu pai: Porventura tens uma nica bno, meu pai? Abenoa-me tambm a mim, meu pai. E levantou Esa a voz, e 
chorou.
39 Respondeu-lhe Isaque, seu pai: Longe dos lugares frteis da terra ser a tua habitao, longe do orvalho do alto cu;
40 pela tua espada vivers, e a teu irmo, serviras; mas quando te tornares impaciente, ento sacudirs o seu jugo do teu pescoo.
41 Esa, pois, odiava a Jac por causa da bno com que seu pai o tinha abenoado, e disse consigo: Vm chegando os dias de luto 
por meu pai; ento hei de matar Jac, meu irmo.
42 Ora, foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esa, seu filho mais velho; pelo que ela mandou chamar Jac, seu filho mais 
moo, e lhe disse: Eis que Esa teu irmo se consola a teu respeito, propondo matar-te.
43 Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz; levanta-te, refugia-te na casa de Labo, meu irmo, em Har,
44 e demora-te com ele alguns dias, at que passe o furor de teu irmo;
45 at que se desvie de ti a ira de teu irmo, e ele se esquea do que lhe fizeste; ento mandarei trazer-te de l; por que seria eu 
desfilhada de vs ambos num s dia?
46 E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jac tomar mulher dentre as filhas de 
Hete, tais como estas, dentre as filhas desta terra, para que viverei?
GNESIS [28]
1 Isaque, pois, chamou Jac, e o abenoou, e ordenou-lhe, dizendo: No tomes mulher dentre as filhas de Cana.
2 Levanta-te, vai a Pad-Ar,  casa de Betuel, pai de tua me, e toma de l uma mulher dentre as filhas de Labo, irmo de tua me.
3 Deus Todo-Poderoso te abenoe, te faa frutificar e te multiplique, para que venhas a ser uma multido de povos; seu
4 e te d a bno de Abrao, a ti e  tua descendncia contigo, para que herdes a terra de tuas peregrinaes, que Deus deu a Abrao.
5 Assim despediu Isaque a Jac, o qual foi a Pad-Ar, a Labo, filho de Betuel, arameu, irmo de Rebeca, me de Jac e de Esa.
6 Ora, viu Esa que Isaque abenoara a Jac, e o enviara a Pad-Ar, para tomar de l mulher para si, e que, abenoando-o, lhe 
ordenara, dizendo: No tomes mulher dentre as filhas de Cana,
7 e que Jac, obedecendo a seu pai e a sua me, fora a Pad-Ar;
8 vendo tambm Esa que as filhas de Cana eram ms aos olhos de Isaque seu pai,
9 foi-se Esa a Ismael e, alm das mulheres que j tinha, tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael, filho de Abrao, irm de 
Nebaiote.
10 Partiu, pois, Jac de Beer-Seba e se foi em direo a Har;
11 e chegou a um lugar onde passou a noite, porque o sol j se havia posto; e, tomando uma das pedras do lugar e pondo-a debaixo da 
cabea, deitou-se ali para dormir.
12 Ento sonhou: estava posta sobre a terra uma escada, cujo topo chegava ao cu; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por 
ela;
13 por cima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abrao teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que ests 
deitado, eu a darei a ti e  tua descendncia;
14 e a tua descendncia ser como o p da terra; dilatar-te-s para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul; por meio de ti e 
da tua descendncia sero benditas todas as famlias da terra.
15 Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; pois no te deixarei at que haja 
cumprido aquilo de que te tenho falado.
16 Ao acordar Jac do seu sono, disse: Realmente o Senhor est neste lugar; e eu no o sabia.
17 E temeu, e disse: Quo terrvel  este lugar! Este no  outro lugar seno a casa de Deus; e esta  a porta dos cus.
18 Jac levantou-se de manh cedo, tomou a pedra que pusera debaixo da cabea, e a ps como coluna; e derramou-lhe azeite em 
cima.
19 E chamou aquele lugar Betel; porm o nome da cidade antes era Luz.
20 Fez tambm Jac um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar neste caminho que vou seguindo, e me der po para comer e 
vestes para vestir,
21 de modo que eu volte em paz  casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus,
22 ento esta pedra que tenho posto como coluna ser casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dzimo.
GNESIS [29]
1 Ento ps-se Jac a caminho e chegou  terra dos filhos do Oriente.
2 E olhando, viu ali um poo no campo, e trs rebanhos de ovelhas deitadas junto dele; pois desse poo se dava de beber aos 
rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poo.
3 Ajuntavam-se ali todos os rebanhos; os pastores removiam a pedra da boca do poo, davam de beber s ovelhas e tornavam a pr a 
pedra no seu lugar sobre a boca do poo.
4 Perguntou-lhes Jac: Meus irmos, donde sois? Responderam eles: Somos de Har.
5 Perguntou-lhes mais: Conheceis a Labo, filho de Naor; Responderam: Conhecemos.
6 Perguntou-lhes ainda: vai ele bem? Responderam: Vai bem; e eis ali Raquel, sua filha, que vem chegando com as ovelhas.
7 Disse ele: Eis que ainda vai alto o dia; no  hora de se ajuntar o gado; dai de beber s ovelhas, e ide apascent-las.
8 Responderam: No podemos, at que todos os rebanhos se ajuntem, e seja removida a pedra da boca do poo; assim  que damos de 
beber s ovelhas.
9 Enquanto Jac ainda lhes falava, chegou Raquel com as ovelhas de seu pai; porquanto era ela quem as apascentava.
10 Quando Jac viu a Raquel, filha de Labo, irmo de sua me, e as ovelhas de Labo, irmo de sua me, chegou-se, revolveu a 
pedra da boca do poo e deu de beber s ovelhas de Labo, irmo de sua me.
11 Ento Jac beijou a Raquel e, levantando a voz, chorou.
12 E Jac anunciou a Raquel que ele era irmo de seu pai, e que era filho de Rebeca. Raquel, pois foi correndo para anunci-lo a, seu 
pai.
13 Quando Labo ouviu essas novas de Jac, filho de sua irm, correu-lhe ao encontro, abraou-o, beijou-o e o levou  sua casa. E 
Jac relatou a Labo todas essas, coisas.
14 Disse-lhe Labo: Verdadeiramente tu s meu osso e minha carne. E Jac ficou com ele um ms inteiro.
15 Depois perguntou Labo a Jac: Por seres meu irmo hs de servir-me de graa? Declara-me, qual ser o teu salrio?
16 Ora, Labo tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o da mais moa Raquel.
17 Lia tinha os olhos enfermos, enquanto que Raquel era formosa de porte e de semblante.
18 Jac, porquanto amava a Raquel, disse: Sete anos te servirei para ter a Raquel, tua filha mais moa.
19 Respondeu Labo: Melhor  que eu a d a ti do que a outro; fica comigo.
20 Assim serviu Jac sete anos por causa de Raquel; e estes lhe pareciam como poucos dias, pelo muito que a amava.
21 Ento Jac disse a Labo: D-me minha mulher, porque o tempo j est cumprido; para que eu a tome por mulher.
22 Reuniu, pois, Labo todos os homens do lugar, e fez um banquete.
23  tarde tomou a Lia, sua filha e a trouxe a Jac, que esteve com ela.
24 E Labo deu sua serva Zilpa por serva a Lia, sua filha.
25 Quando amanheceu, eis que era Lia; pelo que perguntou Jac a Labo: Que  isto que me fizeste? Porventura no te servi em 
troca de Raquel? Por que, ento, me enganaste?
26 Respondeu Labo: No se faz assim em nossa terra; no se d a menor antes da primognita.
27 Cumpre a semana desta; ento te daremos tambm a outra, pelo trabalho de outros sete anos que ainda me servirs.
28 Assim fez Jac, e cumpriu a semana de Lia; depois Labo lhe deu por mulher sua filha Raquel.
29 E Labo deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha.
30 Ento Jac esteve tambm com Raquel; e amou a Raquel muito mais do que a Lia; e serviu com Labo ainda outros sete anos.
31 Viu, pois, o Senhor que Lia era desprezada e tornou-lhe fecunda a madre; Raquel, porm, era estril.
32 E Lia concebeu e deu  luz um filho, a quem chamou Rben; pois disse: Porque o Senhor atendeu  minha aflio; agora me 
amar meu marido.
33 Concebeu outra vez, e deu  luz um filho; e disse: Porquanto o Senhor ouviu que eu era desprezada, deu-me tambm este. E lhe 
chamou Simeo.
34 Concebeu ainda outra vez e deu  luz um filho e disse: Agora esta vez se unir meu marido a mim, porque trs filhos lhe tenho 
dado. Portanto lhe chamou Levi.
35 De novo concebeu e deu  luz um filho; e disse: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso lhe chamou Jud. E cessou de ter filhos.
GNESIS [30]
1 Vendo Raquel que no dava filhos a Jac, teve inveja de sua irm, e disse a Jac: D-me filhos, seno eu morro.
2 Ento se acendeu a ira de Jac contra Raquel; e disse: Porventura estou eu no lugar de Deus que te impediu o fruto do ventre?
3 Respondeu ela: Eis aqui minha serva Bila; recebe-a por mulher, para que ela d  luz sobre os meus joelhos, e eu deste modo tenha 
filhos por ela.
4 Assim lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jac a conheceu.
5 Bila concebeu e deu  luz um filho a Jac.
6 Ento disse Raquel: Julgou-me Deus; ouviu a minha voz e me deu um filho; pelo que lhe chamou D.
7 E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez e deu  luz um segundo filho a Jac.
8 Ento disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irm, e tenho vencido; e chamou-lhe Naftali.
9 Tambm Lia, vendo que cessara de ter filhos, tomou a Zilpa, sua serva, e a deu a Jac por mulher.
10 E Zilpa, serva de Lia, deu  luz um filho a Jac.
11 Ento disse Lia: Afortunada! e chamou-lhe Gade.
12 Depois Zilpa, serva de Lia, deu  luz um segundo filho a Jac.
13 Ento disse Lia: Feliz sou eu! porque as filhas me chamaro feliz; e chamou-lhe Aser.
14 Ora, saiu Rben nos dias da ceifa do trigo e achou mandrgoras no campo, e as trouxe a Lia, sua me. Ento disse Raquel a Lia: 
D-me, peo, das mandrgoras de teu filho.
15 Ao que lhe respondeu Lia:  j pouco que me hajas tirado meu marido? queres tirar tambm as mandrgoras de meu filho? 
Prosseguiu Raquel: Por isso ele se deitar contigo esta noite pelas mandrgoras de teu filho.
16 Quando, pois, Jac veio  tarde do campo, saiu-lhe Lia ao encontro e disse: Hs de estar comigo, porque certamente te aluguei 
pelas mandrgoras de meu filho. E com ela deitou-se Jac aquela noite.
17 E ouviu Deus a Lia, e ela concebeu e deu a Jac um quinto filho.
18 Ento disse Lia: Deus me tem dado o meu galardo, porquanto dei minha serva a meu marido. E chamou ao filho Issacar.
19 Concebendo Lia outra vez, deu a Jac um sexto filho;
20 e disse: Deus me deu um excelente dote; agora morar comigo meu marido, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou-lhe 
Zebulom.
21 Depois. disto deu  luz uma filha, e chamou-lhe Din.
22 Tambm lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a tornou fecunda.
23 De modo que ela concebeu e deu  luz um filho, e disse: Tirou-me Deus o oprbrio.
24 E chamou-lhe Jos, dizendo: Acrescente-me o Senhor ainda outro filho.
25 Depois que Raquel deu  luz a Jos, disse Jac a Labo: Despede-me a fim de que eu v para meu lugar e para minha terra.
26 D-me as minhas mulheres, e os meus filhos, pelas quais te tenho servido, e deixa-me ir; pois tu sabes o servio que te prestei.
27 Labo lhe respondeu: Se tenho achado graa aos teus olhos, fica comigo; pois tenho percebido que o Senhor me abenoou por 
amor de ti.
28 E disse mais: Determina-me o teu salrio, que to darei.
29 Ao que lhe respondeu Jac: Tu sabes como te hei servido, e como tem passado o teu gado comigo.
30 Porque o pouco que tinhas antes da minha vinda tem se multiplicado abundantemente; e o Senhor te tem abenoado por onde quer 
que eu fui. Agora, pois, quando hei de trabalhar tambm por minha casa?
31 Insistiu Labo: Que te darei? Ento respondeu Jac: No me dars nada; tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho se me 
fizeres isto:
32 Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele todos os salpicados e malhados, e todos os escuros entre as ovelhas, e os 
malhados e salpicados entre as cabras; e isto ser o meu salrio.
33 De modo que responder por mim a minha justia no dia de amanh, quando vieres ver o meu salrio assim exposto diante de ti: 
tudo o que no for salpicado e malhado entre as cabras e escuro entre as ovelhas, esse, se for achado comigo, ser tido por furtado.
34 Concordou Labo, dizendo: Seja conforme a tua palavra.
35 E separou naquele mesmo dia os bodes listrados e malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, tudo em que havia algum 
branco, e todos os escuros entre os cordeiros e os deu nas mos de seus filhos;
36 e ps trs dias de caminho entre si e Jac; e Jac apascentava o restante dos rebanhos de Labo.
37 Ento tomou Jac varas verdes de estoraque, de amendoeira e de pltano e, descascando nelas riscas brancas, descobriu o branco 
que nelas havia;
38 e as varas que descascara ps em frente dos rebanhos, nos cochos, isto , nos bebedouros, onde os rebanhos bebiam; e conceberam 
quando vinham beber.
39 Os rebanhos concebiam diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas.
40 Ento separou Jac os cordeiros, e fez os rebanhos olhar para os listrados e para todos os escuros no rebanho de Labo; e ps seu 
rebanho  parte, e no ps com o rebanho de Labo.
41 e todas as vezes que concebiam as ovelhas fortes, punha Jac as varas nos bebedouros, diante dos olhos do rebanho, para que 
concebessem diante das varas;
42 mas quando era fraco o rebanho, ele no as punha. Assim as fracas eram de Labo, e as fortes de Jac.
43 E o homem se enriqueceu sobremaneira, e teve grandes rebanhos, servas e servos, camelos e jumentos.
GNESIS [31]
1 Jac, entretanto, ouviu as palavras dos filhos de Labo, que diziam: Jac tem levado tudo o que era de nosso pai, e do que era de 
nosso pai adquiriu ele todas estas, riquezas.
2 Viu tambm Jac o rosto de Labo, e eis que no era para com ele como dantes.
3 Disse o Senhor, ento, a Jac: Volta para a terra de teus pais e para a tua parentela; e eu serei contigo.
4 Pelo que Jac mandou chamar a Raquel e a Lia ao campo, onde estava o seu rebanho,
5 e lhes disse: vejo que o rosto de vosso pai para comigo no  como anteriormente; porm o Deus de meu pai tem estado comigo.
6 Ora, vs mesmas sabeis que com todas as minhas foras tenho servido a vosso pai.
7 Mas vosso pai me tem enganado, e dez vezes mudou o meu salrio; Deus, porm, no lhe permitiu que me fizesse mal.
8 Quando ele dizia assim: Os salpicados sero o teu salrio; ento todo o rebanho dava salpicados. E quando ele dizia assim: Os 
listrados sero o teu salrio, ento todo o rebanho dava listrados.
9 De modo que Deus tem tirado o gado de vosso pai, e mo tem dado a mim.
10 Pois sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, levantei os olhos e num sonho vi que os bodes que cobriam o rebanho 
eram listrados, salpicados e malhados.
11 Disse-me o anjo de Deus no sonho: Jac! Eu respondi: Eis-me aqui.
12 Prosseguiu o anjo: Levanta os teus olhos e v que todos os bodes que cobrem o rebanho so listrados, salpicados e malhados; 
porque tenho visto tudo o que Labo te vem fazendo.
13 Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te, pois, sai-te desta terra e volta para a terra 
da tua parentela.
14 Ento lhe responderam Raquel e Lia: Temos ns ainda parte ou herana na casa de nosso pai?
15 No somos tidas por ele como estrangeiras? pois nos vendeu, e consumiu todo o nosso preo.
16 Toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai  nossa e de nossos filhos; portanto, faze tudo o que Deus te mandou.
17 Levantou-se, pois, Jac e fez montar seus filhos e suas mulheres sobre os camelos;
18 e levou todo o seu gado, e toda a sua fazenda, que havia adquirido, o gado que possua, que havia adquirido em Pad-Ar, a fim de 
ir ter com Isaque, seu pai,  terra de Cana.
19 Ora, tendo Labo ido tosquiar as suas ovelhas, Raquel furtou os dolos que pertenciam a seu pai.
20 Jac iludiu a Labo, o arameu, no lhe fazendo saber que fugia;
21 e fugiu com tudo o que era seu; e, levantando-se, passou o Rio, e foi em direo  montanha de Gileade.
22 Ao terceiro dia foi Labo avisado de que Jac havia fugido.
23 Ento, tomando consigo seus irmos, seguiu atrs de Jac jornada de sete dias; e alcanou-o na montanha de Gileade.
24 Mas Deus apareceu de noite em sonho a Labo, o arameu, e disse-lhe: Guardate, que no fales a Jac nem bem nem mal.
25 Alcanou, pois, Labo a Jac. Ora, Jac tinha armado a sua tenda na montanha; armou tambm Labo com os seus irmos a sua 
tenda na montanha de Gileade.
26 Ento disse Labo a Jac: Que fizeste, que me iludiste e levaste minhas filhas como cativas da espada?
27 Por que fizeste ocultamente, e me iludiste e no mo fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria e com cnticos, ao som de 
tambores e de harpas;
28 Por que no me permitiste beijar meus filhos e minhas filhas? Ora, assim procedeste nesciamente.
29 Est no poder da minha mo fazer-vos o mal, mas o Deus de vosso pai falou-me ontem  noite, dizendo: Guarda-te, que no fales a 
Jac nem bem nem mal.
30 Mas ainda que quiseste ir embora, porquanto tinhas saudades da casa de teu pai, por que furtaste os meus deuses?
31 Respondeu-lhe Jac: Porque tive medo; pois dizia comigo que tu me arrebatarias as tuas filhas.
32 Com quem achares os teus deuses, porm, esse no viver; diante de nossos irmos descobre o que  teu do que est comigo, e 
leva-o contigo. Pois Jac no sabia que Raquel os tinha furtado.
33 Entrou, pois, Labo na tenda de Jac, na tenda de Lia e na tenda das duas servas, e no os achou; e, saindo da tenda de Lia, 
entrou na tenda de Raquel.
34 Ora, Raquel havia tomado os dolos e os havia metido na albarda do camelo, e se assentara em cima deles. Labo apalpou toda a 
tenda, mas no os achou.
35 E ela disse a seu pai: No se acenda a ira nos olhos de meu senhor, por eu no me poder levantar na tua presena, pois estou com o 
incmodo das mulheres. Assim ele procurou, mas no achou os dolos.
36 Ento irou-se Jac e contendeu com Labo, dizendo: Qual  a minha transgresso? qual  o meu pecado, que to furiosamente me 
tens perseguido?
37 Depois de teres apalpado todos os meus mveis, que achaste de todos os mveis da tua casar. Pe-no aqui diante de meus irmos e 
de teus irmos, para que eles julguem entre ns ambos.
38 Estes vinte anos estive eu contigo; as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, e no comi os carneiros do teu rebanho.
39 No te trouxe eu o despedaado; eu sofri o dano; da minha mo requerias tanto o furtado de dia como o furtado de noite.
40 Assim andava eu; de dia me consumia o calor, e de noite a geada; e o sono me fugia dos olhos.
41 Estive vinte anos em tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; dez vezes mudaste o meu 
salrio.
42 Se o Deus de meu pai, o Deus de Abrao e o Temor de Isaque no fora por mim, certamente hoje me mandarias embora vazio. Mas 
Deus tem visto a minha aflio e o trabalho das minhas mos, e repreendeu-te ontem  noite.
43 Respondeu-lhe Labo: Estas filhas so minhas filhas, e estes filhos so meus filhos, e este rebanho  meu rebanho, e tudo o que vs 
 meu; e que farei hoje a estas minhas filhas, ou aos filhos que elas tiveram?
44 Agora pois vem, e faamos um pacto, eu e tu; e sirva ele de testemunha entre mim e ti.
45 Ento tomou Jac uma pedra, e a erigiu como coluna.
46 E disse a seus irmos: Ajuntai pedras. Tomaram, pois, pedras e fizeram um monto, e ali junto ao monto comeram.
47 Labo lhe chamou Jegar-Saaduta, e Jac chamou-lhe Galeede.
48 Disse, pois, Labo: Este monto  hoje testemunha entre mim e ti. Por isso foi chamado Galeede;
49 e tambm Mizp, porquanto disse: Vigie o Senhor entre mim e ti, quando estivermos apartados um do outro.
50 Se afligires as minhas filhas, e se tomares outras mulheres alm das minhas filhas, embora ningum esteja conosco, lembra-te de 
que Deus  testemunha entre mim e ti.
51 Disse ainda Labo a Jac: Eis aqui este monto, e eis aqui a coluna que levantei entre mim e ti.
52 Seja este monto testemunha, e seja esta coluna testemunha de que, para mal, nem passarei eu deste monto a ti, nem passars tu 
deste monto e desta coluna a mim.
53 O Deus de Abrao e o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue entre ns. E jurou Jac pelo Temor de seu pai Isaque.
54 Ento Jac ofereceu um sacrifcio na montanha, e convidou seus irmos para comerem po; e, tendo comido, passaram a noite na 
montanha.
55 Levantou-se Labo de manh cedo, beijou seus filhos e suas filhas e os abenoou; e, partindo, voltou para o seu lugar.
GNESIS [32]
1 Jac tambm seguiu o seu caminho; e encontraram-no os anjos de Deus.
2 Quando Jac os viu, disse: Este  o exrcito de Deus. E chamou quele lugar Maanaim.
3 Ento enviou Jac mensageiros diante de si a Esa, seu irmo,  terra de Seir, o territrio de Edom,
4 tendo-lhes ordenado: Deste modo falareis a meu senhor Esa: Assim diz Jac, teu servo: Como peregrino morei com Labo, e com 
ele fiquei at agora;
5 e tenho bois e jumentos, rebanhos, servos e servas; e mando comunicar isso a meu senhor, para achar graa aos teus olhos.
6 Depois os mensageiros voltaram a Jac, dizendo: Fomos ter com teu irmo Esa; e, em verdade, vem ele para encontrar-te, e 
quatrocentos homens com ele.
7 Jac teve muito medo e ficou aflito; dividiu em dois bandos o povo que estava com ele, bem como os rebanhos, os bois e os 
camelos;
8 pois dizia: Se Esa vier a um bando e o ferir, o outro bando escapar.
9 Disse mais Jac: o Deus de meu pai Abrao, Deus de meu pai Isaque,  Senhor, que me disseste: Volta para a tua terra, e para a tua 
parentela, e eu te farei bem!
10 No sou digno da menor de todas as tuas beneficncias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; porque com o 
meu cajado passei este Jordo, e agora volto em dois bandos.
11 Livra-me, peo-te, da mo de meu irmo, da mo de Esa, porque eu o temo; acaso no venha ele matar-me, e a me com os 
filhos.
12 Pois tu mesmo disseste: Certamente te farei bem, e farei a tua descendncia como a areia do mar, que pela multido no se pode 
contar.
13 Passou ali aquela noite; e do que tinha tomou um presente para seu irmo Esa:
14 duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros,
15 trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentinhos.
16 Ento os entregou nas mos dos seus servos, cada manada em separado; e disse a seus servos: Passai adiante de mim e ponde 
espao entre manada e manada.
17 E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esa, meu irmo, te encontrar e te perguntar: De quem s, e para onde vais, e de quem 
so estes diante de ti?
18 Ento responders: So de teu servo Jac, presente que envia a meu senhor, a Esa, e eis que ele vem tambm atrs de nos.
19 Ordenou igualmente ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrs das manadas, dizendo: Desta maneira falareis a Esa 
quando o achardes.
20 E direis tambm: Eis que o teu servo Jac vem atrs de ns. Porque dizia: Aplac-lo-ei com o presente, que vai adiante de mim, e 
depois verei a sua face; porventura ele me aceitar.
21 Foi, pois, o presente adiante dele; ele, porm, passou aquela noite no arraial.
22 Naquela mesma noite levantou-se e, tomando suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos, passou o vau de Jaboque.
23 Tomou-os, e f-los passar o ribeiro, e fez passar tudo o que tinha.
24 Jac, porm, ficou s; e lutava com ele um homem at o romper do dia.
25 Quando este viu que no prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jac, enquanto 
lutava com ele.
26 Disse o homem: Deixa-me ir, porque j vem rompendo o dia. Jac, porm, respondeu: No te deixarei ir, se me no abenoares.
27 Perguntou-lhe, pois: Qual  o teu nome? E ele respondeu: Jac.
28 Ento disse: No te chamars mais Jac, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido.
29 Perguntou-lhe Jac: Dize-me, peo-te, o teu nome. Respondeu o homem: Por que perguntas pelo meu nome? E ali o abenoou.
30 Pelo que Jac chamou ao lugar Peniel, dizendo: Porque tenho visto Deus face a face, e a minha vida foi preservada.
31 E nascia o sol, quando ele passou de Peniel; e coxeava de uma perna.
32 Por isso os filhos de Israel no comem at o dia de hoje o nervo do quadril, que est sobre a juntura da coxa, porquanto o homem 
tocou a juntura da coxa de Jac no nervo do quadril.
GNESIS [33]
1 Levantou Jac os olhos, e olhou, e eis que vinha Esa, e quatrocentos homens com ele. Ento repartiu os filhos entre Lia, e Raquel, 
e as duas servas.
2 Ps as servas e seus filhos na frente, Lia e seus filhos atrs destes, e Raquel e Jos por ltimos.
3 Mas ele mesmo passou adiante deles, e inclinou-se em terra sete vezes, at chegar perto de seu irmo.
4 Ento Esa correu-lhe ao encontro, abraou-o, lanou-se-lhe ao pescoo, e o beijou; e eles choraram.
5 E levantando Esa os olhos, viu as mulheres e os meninos, e perguntou: Quem so estes contigo? Respondeu-lhe Jac: Os filhos que 
Deus bondosamente tem dado a teu servo.
6 Ento chegaram-se as servas, elas e seus filhos, e inclinaram-se.
7 Chegaram-se tambm Lia e seus filhos, e inclinaram-se; depois chegaram-se Jos e Raquel e se inclinaram.
8 Perguntou Esa: Que queres dizer com todo este bando que tenho encontrado? Respondeu Jac: Para achar graa aos olhos de meu 
senhor.
9 Mas Esa disse: Tenho bastante, meu irmo; seja teu o que tens.
10 Replicou-lhe Jac: No, mas se agora tenho achado graa aos teus olhos, aceita o presente da minha mo; porquanto tenho visto o 
teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus, e tu te agradaste de mim.
11 Aceita, peo-te, o meu presente, que eu te trouxe; porque Deus tem sido bondoso para comigo, e porque tenho de tudo. E insistiu 
com ele, e ele o aceitou.
12 Ento Esa disse: Ponhamo-nos a caminho e vamos; eu irei adiante de ti.
13 Respondeu-lhe Jac: Meu senhor sabe que estes filhos so tenros, e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forem obrigadas 
a caminhar demais por um s dia, todo o rebanho morrer.
14 Passe o meu senhor adiante de seu servo; e eu seguirei, conduzindo-os calmamente, conforme o passo do gado que est diante de 
mim, e conforme o passo dos meninos, at que chegue a meu senhor em Seir.
15 Ao que disse Esa: Permite ao menos que eu deixe contigo alguns da minha gente. Replicou Jac: Para que? Basta que eu ache 
graa aos olhos de meu senhor.
16 Assim tornou Esa aquele dia pelo seu caminho em direo a Seir.
17 Jac, porm, partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez barracas para o seu gado; por isso o lugar se chama Sucote.
18 Depois chegou Jac em paz  cidade de Siqum, que est na terra de Cana, quando veio de Pad-Ar; e armou a sua tenda diante 
da cidade.
19 E comprou a parte do campo, em que estendera a sua tenda, dos filhos de Hamor, pai de Siqum, por cem peas de dinheiro.
20 Ento levantou ali um altar, e chamou-lhe o El-Elo-Israel.
GNESIS [34]
1 Din, filha de Lia, que esta tivera de Jac, saiu para ver as filhas da terra.
2 Viu-a Siqum, filho de Hamor o heveu, prncipe da terra; e, tomando-a, deitou-se com ela e humilhou-a.
3 Assim se apegou a sua alma a Din, filha de Jac, e, amando a donzela, falou-lhe afetuosamente.
4 Ento disse Siqum a Hamor seu pai: Consegue-me esta donzela por mulher.
5 Ora, Jac ouviu que Siqum havia contaminado a Din sua filha. Entretanto, estando seus filhos no campo com o gado, calou-se 
Jac at que viessem.
6 Hamor, pai de Siqum, saiu a fim de falar com Jac.
7 Os filhos de Jac, pois, vieram do campo logo que souberam do caso; e entristeceram-se e iraram-se muito, porque Siqum havia 
cometido uma insensatez em Israel, deitando-se com a filha de Jac, coisa que no se devia fazer.
8 Ento falou Hamor com eles, dizendo: A alma de meu filho Siqum afeioou-se fortemente a vossa filha; dai-lha, peo-vos, por 
mulher.
9 Tambm aparentai-vos conosco; dai-nos as vossas filhas e recebei as nossas.
10 Assim habitareis conosco; a terra estar diante de vs; habitai e negociai nela, e nela adquiri propriedades.
11 Depois disse Siqum ao pai e aos irmos dela: Ache eu graa aos vossos olhos, e darei o que me disserdes;
12 exigi de mim o que quiserdes em dote e presentes, e darei o que me pedirdes; somente dai-me a donzela por mulher.
13 Ento os filhos de Jac, respondendo, falaram enganosamente a Siqum e a Hamor, seu pai, porque Siqum havia contaminado a 
Din, sua irm,
14 e lhes disseram: No podemos fazer p isto, dar a nossa irm a um homem incircunciso; porque isso seria uma vergonha para ns.
15 Sob esta nica condio consentiremos; se vos tornardes como ns, circuncidando-se todo varo entre vs;
16 ento vos daremos nossas filhas a vs, e receberemos vossas filhas para ns; assim habitaremos convosco e nos tornaremos um s 
povo.
17 Mas se no nos ouvirdes, e no vos circuncidardes, levaremos nossa filha e nos iremos embora.
18 E suas palavras agradaram a Hamor e a Siqum, seu filho.
19 No tardou, pois, o mancebo em fazer isso, porque se agradava da filha de Jac. Era ele o mais honrado de toda a casa de seu pai.
20 Vieram, pois, Hamor e Siqum, seu filho,  porta da sua cidade, e falaram aos homens da cidade, dizendo:
21 Estes homens so pacficos para conosco; portanto habitem na terra e negociem nela, pois  bastante espaosa para eles. 
Recebamos por mulheres as suas filhas, e lhes demos as nossas.
22 Mas sob uma nica condio  que consentiro aqueles homens em habitar conosco para nos tornarmos um s povo: se todo varo 
entre ns se circuncidar, como eles so circuncidados.
23 O seu gado, as suas aquisies, e todos os seus animais, no sero nossos? consintamos somente com eles, e habitaro conosco.
24 E deram ouvidos a Hamor e a Siqum, seu filho, todos os que saam da porta da cidade; e foi circuncidado todo varo, todos os que 
saam pela porta da sua cidade.
25 Ao terceiro dia, quando os homens estavam doridos, dois filhos de Jac, Simeo e Levi, irmos de Din, tomaram cada um a sua 
espada, entraram na cidade com toda a segurana e mataram todo varo.
26 Mataram tambm ao fio da espada a Hamor e a Siqum, seu filho; e, tirando Din da casa de Siqum, saram.
27 Vieram os filhos de Jac aos mortos e saquearam a cidade; porquanto haviam contaminado a sua irm.
28 Tomaram-lhes os rebanhos, os bois, os jumentos, e o que havia tanto na cidade como no campo;
29 e todos os seus bens, e todos os seus pequeninos, e as suas mulheres, levaram por presa; e despojando as casas, levaram tudo o que 
havia nelas.
30 Ento disse Jac a Simeo e a Levi: Tendes-me perturbado, fazendo-me odioso aos habitantes da terra, aos cananeus e perizeus. 
Tendo eu pouca gente, eles se ajuntaro e me feriro; e serei destrudo, eu com minha casa.
31 Ao que responderam: Devia ele tratar a nossa irm como a uma prostituta?
GNESIS [35]
1 Depois disse Deus a Jac: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da face de 
Esa, teu irmo.
2 Ento disse Jac  sua famlia, e a todos os que com ele estavam: Lanai fora os deuses estranhos que h no meio de vs, e purificai-
vos e mudai as vossas vestes.
3 Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angstia, e que foi comigo no 
caminho por onde andei.
4 Entregaram, pois, a Jac todos os deuses estranhos, que tinham nas mos, e as arrecadas que pendiam das suas orelhas; e Jac os 
escondeu debaixo do carvalho que est junto a Siqum.
5 Ento partiram; e o terror de Deus sobreveio s cidades que lhes estavam ao redor, de modo que no perseguiram os filhos de Jac.
6 Assim chegou Jac  Luz, que est na terra de Cana (esta  Betel), ele e todo o povo que estava com ele.
7 Edificou ali um altar, e chamou ao lugar El-Betel; porque ali Deus se lhe tinha manifestado quando fugia da face de seu irmo.
8 Morreu Dbora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao p de Betel, debaixo do carvalho, ao qual se chamou Alom-Bacute.
9 Apareceu Deus outra vez a Jac, quando ele voltou de Pad-Ar, e o abenoou.
10 E disse-lhe Deus: O teu nome  Jac; no te chamars mais Jac, mas Israel ser o teu nome. Chamou-lhe Israel.
11 Disse-lhe mais: Eu sou Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nao, sim, uma multido de naes sair de ti, e reis 
procedero dos teus lombos;
12 a terra que dei a Abrao e a Isaque, a ti a darei; tambm  tua descendncia depois de ti a darei.
13 E Deus subiu dele, do lugar onde lhe falara.
14 Ento Jac erigiu uma coluna no lugar onde Deus lhe falara, uma coluna de pedra; e sobre ela derramou uma libao e deitou-lhe 
tambm azeite;
15 e Jac chamou Betel ao lugar onde Deus lhe falara.
16 Depois partiram de Betel; e, faltando ainda um trecho pequeno para chegar a Efrata, Raquel comeou a sentir dores de parto, e 
custou-lhe o dar  luz.
17 Quando ela estava nas dores do parto, disse-lhe a parteira: No temas, pois ainda ters este filho.
18 Ento Raquel, ao sair-lhe a alma (porque morreu), chamou ao filho Benni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.
19 Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata (esta  Bete-Lem).
20 E Jac erigiu uma coluna sobre a sua sepultura; esta  a coluna da sepultura de Raquel at o dia de hoje.
21 Ento partiu Israel, e armou a sua tenda alm de Migdal-Eder.
22 Quando Israel habitava naquela terra, foi Rben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. Eram doze os filhos 
de Jac:
23 Os filhos de Lia: Rben o primognito de Jac, depois Simeo, Levi, Jud, Issacar e Zebulom;
24 os filhos de Raquel: Jos e Benjamim;
25 os filhos de Bila, serva de Raquel: D e Naftali;
26 os filhos de Zilpa, serva de Lia: Gade e Aser. Estes so os filhos de Jac, que lhe nasceram em Pad-Ar.
27 Jac veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (esta  Hebrom), onde peregrinaram Abrao e Isaque.
28 Foram os dias de Isaque cento e oitenta anos;
29 e, exalando o esprito, morreu e foi congregado ao seu povo, velho e cheio de dias; e Esa e Jac, seus filhos, o sepultaram.
GNESIS [36]
1 Estas so as geraes de Esa (este  Edom):
2 Esa tomou dentre as filhas de Cana suas mulheres: Ada, filha de Elom o heteu, e Aolbama, filha de Ana, filha de Zibeo o heveu,
3 e Basemate, filha de Ismael, irm de Nebaiote.
4 Ada teve de Esa a Elifaz, e Basemate teve a Reuel; e Aolbama teve a Jes, Jalo e Cor; estes so os filhos de Esa, que lhe 
nasceram na terra de Cana.
6 Depois Esa tomou suas mulheres, seus filhos, suas filhas e todas as almas de sua casa, seu gado, todos os seus animais e todos os 
seus bens, que havia adquirido na terra de Cana, e foi-se para outra terra, apartando-se de seu irmo Jac.
7 Porque os seus bens eram abundantes demais para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinaes no os podia sustentar por causa 
do seu gado.
8 Portanto Esa habitou no monte de Seir; Esa  Edom.
9 Estas, pois, so as geraes de Esa, pai dos edomeus, no monte de Seir:
10 Estes so os nomes dos filhos de Esa: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esa; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esa.
11 E os filhos de Elifaz foram: Tem, Omar, Zef, Gat e Quenaz.
12 Timna era concubina de Elifaz, filho de Esa, e teve de Elifaz a Amaleque. So esses os filhos de Ada, mulher de Esa.
13 Foram estes os filhos de Reuel: Naate e Zer, Sama e Miz. Foram esses os filhos de Basemate, mulher de Esa.
14 Estes foram os filhos de Aolbama, filha de Ana, filha de Zibeo, mulher de Esa: ela teve de Esa Jes, Jalo e Cor.
15 So estes os chefes dos filhos de Esa: dos filhos de Elifaz, o primognito de Esa, os chefes Tem, Omar, Zef, Quenaz,
16 Cor, Gat e Amaleque. So esses os chefes que nasceram a Elifaz na terra de Edom; esses so os filhos de Ada.
17 Estes so os filhos de Reuel, filho de Esa: os chefes Naate, Zer, Sama e Miz; esses so os chefes que nasceram a Reuel na terra 
de Edom; esses so os filhos de Basemate, mulher de Esa.
18 Estes so os filhos de Aolbama, mulher de Esa: os chefes Jes, Jalo e Cor; esses so os chefes que nasceram a lbama, filha de 
Ana, mulher de Esa.
19 Esses so os filhos de Esa, e esses seus prncipes: ele  Edom.
20 So estes os filhos de Seir, o horeu, moradores da terra: Lot, Sobal, Zibeo, Ans,
21 Disom, Eser e Dis; esses so os chefes dos horeus, filhos de Seir, na terra de Edom.
22 Os filhos de Lot foram: Hori e Hem; e a irm de Lot era Timna.
23 Estes so os filhos de Sobal: Alv, Manaate, Ebal, Sef e Ono.
24 Estes so os filhos de Zibeo: Aas e Ans; este  o Ans que achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos 
de Zibeo, seu pai.
25 So estes os filhos de Ana: Disom e Aolbama, filha de Ana.
26 So estes os filhos de Disom: Hend, Esb, Itr e Quer.
27 Estes so os filhos de Eser: Bil, Zaav e Ac.
28 Estes so os filhos de Dis: Uz e Ar.
29 Estes so os chefes dos horeus: Lot, Sobal, Zibeo, Ans,
30 Disom, Eser e Dis; esses so os chefes dos horeus que governaram na terra de Seir.
31 So estes os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei algum sobre os filhos de Israel.
32 Reinou, pois, em Edom Bel, filho de Beor; e o nome da sua cidade era Dinab.
33 Morreu Bel; e Jobabe, filho de Zer de Bozra, reinou em seu lugar.
34 Morreu Jobabe; e Huso, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar.
35 Morreu Huso; e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade, que feriu a Midi no campo de Moabe; e o nome da sua cidade era 
Avite.
36 Morreu Hadade; e Smela de Masreca reinou em seu lugar.
37 Morreu Smela; e Saul de Reobote junto ao rio reinou em seu lugar.
38 Morreu Saul; e Baal-Han, filho de Acbor, reinou em seu lugar.
39 Morreu Baal-Han, filho de Acbor; e Hadar reinou em seu lugar; e o nome da sua cidade era Pa; e o nome de sua mulher era 
Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.
40 Estes so os nomes dos chefes dos filhos de Esa, segundo as suas famlias, segundo os seus lugares, pelos seus nomes: os chefes 
Timna, Alva, Jetete,
41 Aolbama, El, Pinom,
42 Quenaz, Tem, Mibzar,
43 Magdiel e Iro; esses so os chefes de Edom, segundo as suas habitaes, na terra ,da sua possesso. Este  Esa, pai dos edomeus.
GNESIS [37]
1 Jac habitava na terra das peregrinaes de seu pai, na terra de Cana.
2 Estas so as geraes de Jac. Jos, aos dezessete anos de idade, estava com seus irmos apascentando os rebanhos; sendo ainda 
jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e Jos trazia a seu pai ms notcias a respeito 
deles.
3 Israel amava mais a Jos do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma tnica de vrias cores.
4 Vendo, pois, seus irmos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no, e no lhe podiam falar pacificamente.
5 Jos teve um sonho, que contou a seus irmos; por isso o odiaram ainda mais.
6 Pois ele lhes disse: Ouvi, peo-vos, este sonho que tive:
7 Estvamos ns atando molhos no campo, e eis que o meu molho, levantando-se, ficou em p; e os vossos molhos o rodeavam, e se 
inclinavam ao meu molho.
8 Responderam-lhe seus irmos: Tu pois, deveras reinars sobre ns? Tu deveras ters domnio sobre ns? Por isso ainda mais o 
odiavam por causa dos seus sonhos e das suas palavras.
9 Teve Jos outro sonho, e o contou a seus irmos, dizendo: Tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se 
inclinavam perante mim.
10 Quando o contou a seu pai e a seus irmos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho  esse que tiveste? Porventura viremos, eu 
e tua me, e teus irmos, a inclinar-nos com o rosto em terra diante de ti?
11 Seus irmos, pois, o invejavam; mas seu pai guardava o caso no seu corao.
12 Ora, foram seus irmos apascentar o rebanho de seu pai, em Siqum.
13 Disse, pois, Israel a Jos: No apascentam teus irmos o rebanho em Siqum? Vem, e enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe Jos: Eis-
me aqui.
14 Disse-lhe Israel: Vai, v se vo bem teus irmos, e o rebanho; e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom; e Jos foi a 
Siqum.
15 E um homem encontrou a Jos, que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe: Que procuras?
16 Respondeu ele: Estou procurando meus irmos; dize-me, peo-te, onde apascentam eles o rebanho.
17 Disse o homem: Foram-se daqui; pois ouvi-lhes dizer: Vamos a Dot. Jos, pois, seguiu seus irmos, e os achou em Dot.
18 Eles o viram de longe e, antes que chegasse aonde estavam, conspiraram contra ele, para o matarem,
19 dizendo uns aos outros: Eis que l vem o sonhador!
20 Vinde pois agora, matemo-lo e lancemo-lo numa das covas; e diremos: uma besta-fera o devorou. Veremos, ento, o que ser dos 
seus sonhos.
21 Mas Rben, ouvindo isso, livrou-o das mos deles, dizendo: No lhe tiremos a vida.
22 Tambm lhes disse Rben: No derrameis sangue; lanai-o nesta cova, que est no deserto, e no lanceis mo nele. Disse isto para 
livr-lo das mos deles, a fim de restitu-lo a seu pai.
23 Logo que Jos chegou a seus irmos, estes o despiram da sua tnica, a tnica de vrias cores, que ele trazia;
24 e tomando-o, lanaram-no na cova; mas a cova estava vazia, no havia gua nela.
25 Depois sentaram-se para comer; e, levantando os olhos, viram uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade; nos seus camelos 
traziam tragacanto, blsamo e mirra, que iam levar ao Egito.
26 Disse Jud a seus irmos: De que nos aproveita matar nosso irmo e encobrir o seu sangue?
27 Vinde, vendamo-lo a esses ismaelitas, e no seja nossa mo sobre ele; porque  nosso irmo, nossa carne. E escutaram-no seus 
irmos.
28 Ao passarem os negociantes midianitas, tiraram Jos, alando-o da cova, e venderam-no por vinte siclos de prata aos ismaelitas, os 
quais o levaram para o Egito.
29 Ora, Rben voltou  cova, e eis que Jos no estava na cova; pelo que rasgou as suas vestes
30 e, tornando a seus irmos, disse: O menino no aparece; e eu, aonde irei?
31 Tomaram, ento, a tnica de Jos, mataram um cabrito, e tingiram a tnica no sangue.
32 Enviaram a tnica de vrias cores, mandando lev-la a seu pai e dizer-lhe: Achamos esta tnica; v se  a tnica de teu filho, ou 
no.
33 Ele a reconheceu e exclamou: A tnica de meu filho! uma besta-fera o devorou; certamente Jos foi despedaado.
34 Ento Jac rasgou as suas vestes, e ps saco sobre os seus lombos e lamentou seu filho por muitos dias.
35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porm, recusou ser consolado, e disse: Na 
verdade, com choro hei de descer para meu filho at o Seol. Assim o chorou seu pai.
36 Os midianitas venderam Jos no Egito a Potifar, oficial de Fara, capito da guarda.
GNESIS [38]
1 Nesse tempo Jud desceu de entre seus irmos e entrou na casa dum adulamita, que se chamava Hira,
2 e viu Jud ali a filha de um cananeu, que se chamava Su; tomou-a por mulher, e esteve com ela.
3 Ela concebeu e teve um filho, e o pai chamou-lhe Er.
4 Tornou ela a conceber e teve um filho, a quem ela chamou On.
5 Teve ainda mais um filho, e chamou-lhe Sel. Estava Jud em Quezibe, quando ela o teve.
6 Depois Jud tomou para Er, o seu primognito, uma mulher, por nome Tamar.
7 Ora, Er, o primognito de Jud, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o matou.
8 Ento disse Jud a On: Toma a mulher de teu irmo, e cumprindo-lhe o dever de cunhado, suscita descendncia a teu irmo.
9 On, porm, sabia que tal descendncia no havia de ser para ele; de modo que, toda vez que se unia  mulher de seu irmo, 
derramava o smen no cho para no dar descendncia a seu irmo.
10 E o que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que o matou tambm a ele.
11 Ento disse Jud a Tamar sua nora: Conserva-te viva em casa de teu pai, at que Sel, meu filho, venha a ser homem; porquanto 
disse ele: Para que porventura no morra tambm este, como seus irmos. Assim se foi Tamar e morou em casa de seu pai.
12 Com o correr do tempo, morreu a filha de Su, mulher de Jud. Depois de consolado, Jud subiu a Timnate para ir ter com os 
tosquiadores das suas ovelhas, ele e Hira seu amigo, o adulamita.
13 E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timnate para tosquiar as suas ovelhas.
14 Ento ela se despiu dos vestidos da sua viuvez e se cobriu com o vu, e assim envolvida, assentou-se  porta de Enaim que est no 
caminho de Timnate; porque via que Sel j era homem, e ela lhe no fora dada por mulher.
15 Ao v-la, Jud julgou que era uma prostituta, porque ela havia coberto o rosto.
16 E dirigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me estar contigo; porquanto no sabia que era sua nora. Perguntou-lhe ela: 
Que me dars, para estares comigo?
17 Respondeu ele: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. Perguntou ela ainda: Dar-me-s um penhor at que o envies?
18 Ento ele respondeu: Que penhor  o que te darei? Disse ela: O teu selo com a corda, e o cajado que est em tua mo. Ele, pois, 
lhos deu, e esteve com ela, e ela concebeu dele.
19 E ela se levantou e se foi; tirou de si o vu e vestiu os vestidos da sua viuvez.
20 Depois Jud enviou o cabrito por mo do seu amigo o adulamita, para receber o penhor da mo da mulher; porm ele no a 
encontrou.
21 Pelo que perguntou aos homens daquele lugar: Onde est a prostituta que estava em Enaim junto ao caminho? E disseram: Aqui 
no esteve prostituta alguma.
22 Voltou, pois, a Jud e disse: No a achei; e tambm os homens daquele lugar disseram: Aqui no esteve prostituta alguma.
23 Ento disse Jud: Deixa-a ficar com o penhor, para que no caiamos em desprezo; eis que enviei este cabrito, mas tu no a achaste.
24 Passados quase trs meses, disseram a Jud: Tamar, tua nora, se prostituiu e eis que est grvida da sua prostituio. Ento disse 
Jud: Tirai-a para fora, e seja ela queimada.
25 Quando ela estava sendo tirada para fora, mandou dizer a seu sogro: Do homem a quem pertencem estas coisas eu concebi. Disse 
mais: Reconhece, peo-te, de quem so estes, o selo com o cordo, e o cajado.
26 Reconheceu-os, pois, Jud, e disse: Ela  mais justa do que eu, porquanto no a dei a meu filho Sel. E nunca mais a conheceu.
27 Sucedeu que, ao tempo de ela dar  luz, havia gmeos em seu ventre;
28 e dando ela  luz, um ps fora a mo, e a parteira tomou um fio encarnado e o atou em sua mo, dizendo: Este saiu primeiro.
29 Mas recolheu ele a mo, e eis que seu irmo saiu; pelo que ela disse: Como tens tu rompido! Portanto foi chamado Prez.
30 Depois saiu o seu irmo, em cuja mo estava o fio encamado; e foi chamado Zer.
GNESIS [39]
1 Jos foi levado ao Egito; e Potifar, oficial de Fara, capito da guarda, egpcio, comprou-o da mo dos ismaelitas que o haviam 
levado para l.
2 Mas o Senhor era com Jos, e ele tornou-se prspero; e estava na casa do seu senhor, o egpcio.
3 E viu o seu senhor que Deus era com ele, e que fazia prosperar em sua mo tudo quanto ele empreendia.
4 Assim Jos achou graa aos olhos dele, e o servia; de modo que o fez mordomo da sua casa, e entregou na sua mo tudo o que tinha.
5 Desde que o ps como mordomo sobre a sua casa e sobre todos os seus bens, o Senhor abenoou a casa do egpcio por amor de 
Jos; e a bno do Senhor estava sobre tudo o que tinha, tanto na casa como no campo.
6 Potifar deixou tudo na mo de Jos, de maneira que nada sabia do que estava com ele, a no ser do po que comia. Ora, Jos era 
formoso de porte e de semblante.
7 E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor ps os olhos em Jos, e lhe disse: Deita-te comigo.
8 Mas ele recusou, e disse  mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor no sabe o que est comigo na sua casa, e entregou em 
minha mo tudo o que tem;
9 ele no  maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou, seno a ti, porquanto s sua mulher. Como, pois, posso eu cometer 
este grande mal, e pecar contra Deus?
10 Entretanto, ela instava com Jos dia aps dia; ele, porm, no lhe dava ouvidos, para se deitar com ela, ou estar com ela.
11 Mas sucedeu, certo dia, que entrou na casa para fazer o seu servio; e nenhum dos homens da casa estava l dentro.
12 Ento ela, pegando-o pela capa, lhe disse: Deita-te comigo! Mas ele, deixando a capa na mo dela, fugiu, escapando para fora.
13 Quando ela viu que ele deixara a capa na mo dela e fugira para fora,
14 chamou pelos homens de sua casa, e disse-lhes: Vede! meu marido trouxe-nos um hebreu para nos insultar; veio a mim para se 
deitar comigo, e eu gritei em alta voz;
15 e ouvigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me deixou, aqui a sua capa e fugiu, escapando para fora.
16 Ela guardou a capa consigo, at que o senhor dele voltou a casa.
17 Ento falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: O servo hebreu, que nos trouxeste, veio a mim para me insultar;
18 mas, levantando eu a voz e gritando, ele deixou comigo a capa e fugiu para fora.
19 Tendo o seu senhor ouvido as palavras de sua mulher, que lhe falava, dizendo: Desta maneira me fez teu servo, a sua ira se 
acendeu.
20 Ento o senhor de Jos o tomou, e o lanou no crcere, no lugar em que os presos do rei estavam encarcerados; e ele ficou ali no 
crcere.
21 O Senhor, porm, era com Jos, estendendo sobre ele a sua benignidade e dando-lhe graa aos olhos do carcereiro,
22 o qual entregou na mo de Jos todos os presos que estavam no crcere; e era Jos quem ordenava tudo o que se fazia ali.
23 E o carcereiro no tinha cuidado de coisa alguma que estava na mo de Jos, porquanto o Senhor era com ele, fazendo prosperar 
tudo quanto ele empreendia.
GNESIS [40]
1 Depois destas coisas o copeiro do rei do Egito e o seu padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito.
2 Pelo que se indignou Fara contra os seus dois oficiais, contra o copeiro-mor e contra o padeiro-mor;
3 e mandou det-los na casa do capito da guarda, no crcere onde Jos estava preso;
4 e o capito da guarda p-los a cargo de Jos, que os servia. Assim estiveram por algum tempo em deteno.
5 Ora, tiveram ambos um sonho, cada um seu sonho na mesma noite, cada um conforme a interpretao do seu sonho, o copeiro e o 
padeiro do rei do Egito, que se achavam presos no crcere:
6 Quando Jos veio a eles pela manh, viu que estavam perturbados:
7 Perguntou, pois, a esses oficiais de Fara, que com ele estavam no crcere da casa de seu senhor, dizendo: Por que esto os vossos 
semblantes to tristes hoje?
8 Responderam-lhe: Tivemos um sonho e ningum h que o interprete. Pelo que lhes disse Jos: Porventura no pertencem a Deus as 
interpretaes? Contai-mo, peo-vos.
9 Ento contou o copeiro-mor o seu sonho a Jos, dizendo-lhe: Eis que em meu sonho havia uma vide diante de mim,
10 e na vide trs sarmentos; e, tendo a vide brotado, saam as suas flores, e os seus cachos produziam uvas maduras.
11 O copo de Fara estava na minha mo; e, tomando as uvas, eu as espremia no copo de Fara e entregava o copo na mo de Fara.
12 Ento disse-lhe Jos: Esta  a sua interpretao: Os trs sarmentos so trs dias;
13 dentro de trs dias Fara levantar a tua cabea, e te restaurar ao teu cargo; e dars o copo de Fara na sua mo, conforme o 
costume antigo, quando eras seu copeiro.
14 Mas lembra-te de mim, quando te for bem; usa, peo-te, de compaixo para comigo e faze meno de mim a Fara e tira-me desta 
casa;
15 porque, na verdade, fui roubado da terra dos hebreus; e aqui tambm nada tenho feito para que me pusessem na masmorra.
16 Quando o padeiro-mor viu que a interpretao era boa, disse a Jos: Eu tambm sonhei, e eis que trs cestos de po branco estavam 
sobre a minha cabea.
17 E no cesto mais alto havia para Fara manjares de todas as qualidades que fazem os padeiros; e as aves os comiam do cesto que 
estava sobre a minha cabea.
18 Ento respondeu Jos: Esta  a interpretao do sonho: Os trs cestos so trs dias;
19 dentro de trs dias tirar Fara a tua cabea, e te pendurar num madeiro, e as aves comero a tua carne de sobre ti.
20 E aconteceu ao terceiro dia, o dia natalcio de Fara, que este deu um banquete a todos os seus servos; e levantou a cabea do 
copeiro-mor, e a cabea do padeiro-mor no meio dos seus servos;
21 e restaurou o copeiro-mor ao seu cargo de copeiro, e este deu o copo na mo de Fara;
22 mas ao padeiro-mor enforcou, como Jos lhes havia interpretado.
23 O copeiro-mor, porm, no se lembrou de Jos, antes se esqueceu dele.
GNESIS [41]
1 Passados dois anos inteiros, Fara sonhou que estava em p junto ao rio Nilo;
2 e eis que subiam do rio sete vacas, formosas  vista e gordas de carne, e pastavam no carrial.
3 Aps elas subiam do rio outras sete vacas, feias  vista e magras de carne; e paravam junto s outras vacas  beira do Nilo.
4 E as vacas feias  vista e magras de carne devoravam as sete formosas  vista e gordas. Ento Fara acordou.
5 Depois dormiu e tornou a sonhar; e eis que brotavam dum mesmo p sete espigas cheias e boas.
6 Aps elas brotavam sete espigas midas e queimadas do vento oriental;
7 e as espigas midas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Ento Fara acordou, e eis que era um sonho.
8 Pela manh o seu esprito estava perturbado; pelo que mandou chamar todos os adivinhadores do Egito, e todos os seus sbios; e 
Fara contou-lhes os seus sonhos, mas no havia quem lhos interpretasse. Estavam no crcere da casa de seu senhor, dizendo vossos 
semblantes to tristes hoje?
8 Responderam-lhe: Tivemos um sonho e ningum h que o interprete. Pelo que lhes disse Jos: Porventura no pertencem a Deus as 
interpretaes? Contai-mo, peo-vos.
9 Ento contou o copeiro-mor o seu sonho a Jos, dizendo-lhe: Eis que em meu sonho havia uma vide diante de mim,
10 e na vide trs sarmentos; e, tendo a vide brotado, saam as suas flores, e os seus cachos produziam uvas maduras.
11 O copo de Fara estava na minha mo; e, tomando as uvas, eu as espremia no copo de Fara e entregava o copo na mo de Fara.
12 Ento disse-lhe Jos: Esta  a sua interpretao: Os trs sarmentos so trs dias;
13 dentro de trs dias Fara levantar a tua cabea, e te restaurar ao teu cargo; e dars o copo de Fara na sua mo, conforme o 
costume antigo, quando eras seu copeiro.
14 Mas lembra-te de mim, quando te for bem; usa, peo-te, de compaixo para comigo e faze meno de mim a Fara e tira-me desta 
casa;
15 porque, na verdade, fui roubado da terra dos hebreus; e aqui tambm nada tenho feito para que me pusessem na masmorra.
16 Quando o padeiro-mor viu que a interpretao era boa, disse a Jos: Eu tambm sonhei, e eis que trs cestos de po branco estavam 
sobre a minha cabea.
17 E no cesto mais alto havia para Fara manjares de todas as qualidades que fazem os padeiros; e as aves os comiam do cesto que 
estava sobre a minha cabea.
18 Ento respondeu Jos: Esta  a interpretao do sonho: Os trs cestos so trs dias;
19 dentro de trs dias tirar Fara a tua cabea, e te pendurar num madeiro, e as aves comero a tua carne de sobre ti.
20 E aconteceu ao terceiro dia, o dia natalcio de Fara, que este deu um banquete a todos os seus servos; e levantou a cabea do 
copeiro-mor, e a cabea do padeiro-mor no meio dos seus servos;
21 e restaurou o copeiro-mor ao seu cargo de copeiro, e este deu o copo na mo de Fara;
22 mas ao padeiro-mor enforcou, como Jos lhes havia interpretado.
23 O copeiro-mor, porm, no se lembrou de Jos, antes se esqueceu dele.
GNESIS [41]
1 Passados dois anos inteiros, Fara sonhou que estava em p junto ao rio Nilo;
2 e eis que subiam do rio sete vacas, formosas  vista e gordas de carne, e pastavam no carrial.
3 Aps elas subiam do rio outras sete vacas, feias  vista e magras de carne; e paravam junto s outras vacas  beira do Nilo.
4 E as vacas feias  vista e magras de carne devoravam as sete formosas  vista e gordas. Ento Fara acordou.
5 Depois dormiu e tornou a sonhar; e eis que brotavam dum mesmo p sete espigas cheias e boas.
aquela fartura ser esquecida na terra do Egito e a fome consumir a terra;
31 e no ser conhecida a abundncia na terra, por causa daquela fome que seguir; porquanto ser gravssima.
32 Ora, se o sonho foi duplicado a Fara,  porque esta coisa  determinada por Deus, e ele brevemente a far.
33 Portanto, proveja-se agora Fara de um homem entendido e sbio, e o ponha sobre a terra do Egito.
34 Faa isto Fara: nomeie administradores sobre a terra, que tomem a quinta parte dos produtos da terra do Egito nos sete anos de 
fartura;
35 e ajuntem eles todo o mantimento destes bons anos que vm, e amontoem trigo debaixo da mo de Fara, para mantimento nas 
cidades e o guardem;
36 assim ser o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haver na terra do Egito; para que a terra no 
perea de fome.
37 Esse parecer foi bom aos olhos de Fara, e aos olhos de todos os seus servos.
38 Perguntou, pois, Fara a seus servos: Poderamos achar um homem como este, em quem haja o esprito de Deus?
39 Depois disse Fara a Jos: Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ningum h to entendido e sbio como tu.
40 Tu estars sobre a minha casa, e por tua voz se governar todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu.
41 Disse mais Fara a Jos: V, eu te hei posto sobre toda a terra do Egito.
42 E Fara tirou da mo o seu anel-sinete e p-lo na mo de Jos, vestiu-o de traje de linho fino, e lhe ps ao pescoo um colar de 
ouro.
43 Ademais, f-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Ajoelhai-vos. Assim Fara o constituiu sobre toda a terra do 
Egito.
44 Ainda disse Fara a Jos: Eu sou Fara; sem ti, pois, ningum levantar a mo ou o p em toda a terra do Egito.
45 Fara chamou a Jos Zafnate-Pane, e deu-lhe por mulher Asenate, filha de Potfera, sacerdote de Om. Depois saiu Jos por toda a 
terra do Egito.
46 Ora, Jos era da idade de trinta anos, quando se apresentou a Fara, rei do Egito. E saiu Jos da presena de Fara e passou por 
toda a terra do Egito.
47 Durante os sete anos de fartura a terra produziu a mancheias;
48 e Jos ajuntou todo o mantimento dos sete anos, que houve na terra do Egito, e o guardou nas cidades; o mantimento do campo que 
estava ao redor de cada cidade, guardou-o dentro da mesma.
49 Assim Jos ajuntou muitssimo trigo, como a areia do mar, at que cessou de contar; porque no se podia mais cont-lo.
50 Antes que viesse o ano da fome, nasceram a Jos dois filhos, que lhe deu Asenate, filha de Potfera, sacerdote de Om.
51 E chamou Jos ao primognito Manasss; porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai.
52 Ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflio.
53 Acabaram-se, ento, os sete anos de fartura que houve na terra do Egito;
54 e comearam a vir os sete anos de fome, como Jos tinha dito; e havia fome em todas as terras; porm, em toda a terra do Egito 
havia po.
55 Depois toda a terra do Egito teve fome, e o povo clamou a Fara por po; e Fara disse a todos os egpcios: Ide a Jos; o que ele 
vos disser, fazei.
56 De modo que, havendo fome sobre toda a terra, abriu Jos todos os depsitos, e vendia aos egpcios; porque a fome prevaleceu na 
terra do Egito.
57 Tambm de todas as terras vinham ao Egito, para comprarem de Jos; porquanto a fome prevaleceu em todas as terras.
GNESIS [42]
1 Ora, Jac soube que havia trigo no Egito, e disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?
2 Disse mais: Tenho ouvido que h trigo no Egito; descei at l, e de l comprai-o para ns, a fim de que vivamos e no morramos.
3 Ento desceram os dez irmos de Jos, para comprarem trigo no Egito.
4 Mas a Benjamim, irmo de Jos, no enviou Jac com os seus irmos, pois disse: Para que, porventura, no lhe suceda algum 
desastre.
5 Assim entre os que iam l, foram os filhos de Israel para comprar, porque havia fome na terra de Cana.
6 Jos era o governador da terra; era ele quem vendia a todo o povo da terra; e vindo os irmos de Jos, prostraram-se diante dele com 
o rosto em terra.
7 Jos, vendo seus irmos, reconheceu-os; mas portou-se como estranho para com eles, falou-lhes asperamente e perguntou-lhes: 
Donde vindes? Responderam eles: Da terra de Cana, para comprarmos mantimento.
8 Jos, pois, reconheceu seus irmos, mas eles no o reconheceram.
9 Lembrou-se ento Jos dos sonhos que tivera a respeito deles, e disse-lhes: Vs sois espias, e viestes para ver a nudez da terra.
10 Responderam-lhe eles: No, senhor meu; mas teus servos vieram comprar mantimento.
11 Ns somos todos filhos de um mesmo homem; somos homens de retido; os teus servos no so espias.
12 Replicou-lhes: No; antes viestes para ver a nudez da terra.
13 Mas eles disseram: Ns, teus servos, somos doze irmos, filhos de um homem da terra de Cana; o mais novo est hoje com nosso 
pai, e outro j no existe.
14 Respondeu-lhe Jos:  assim como vos disse; sois espias.
15 Nisto sereis provados: Pela vida de Fara, no saireis daqui, a menos que venha para c vosso irmo mais novo.
16 Enviai um dentre vs, que traga vosso irmo, mas vs ficareis presos, a fim de serem provadas as vossas palavras, se h verdade 
convosco; e se no, pela vida de Fara, vs sois espias.
17 E meteu-os juntos na priso por trs dias.
18 Ao terceiro dia disse-lhes Jos: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus.
19 Se sois homens de retido, que fique um dos irmos preso na casa da vossa priso; mas ide vs, levai trigo para a fome de vossas 
casas,
20 e trazei-me o vosso irmo mais novo; assim sero verificadas vossas palavras, e no morrereis. E eles assim fizeram.
21 Ento disseram uns aos outros: Ns, na verdade, somos culpados no tocante a nosso irmo, porquanto vimos a angstia da sua 
alma, quando nos rogava, e no o quisemos atender;  por isso que vem sobre ns esta angstia.
22 Respondeu-lhes Rben: No vos dizia eu: No pequeis contra o menino; Mas no quisestes ouvir; por isso agora  requerido de 
ns o seu sangue.
23 E eles no sabiam que Jos os entendia, porque havia intrprete entre eles.
24 Nisto Jos se retirou deles e chorou. Depois tornou a eles, falou-lhes, e tomou a Simeo dentre eles, e o amarrou perante os seus 
olhos.
25 Ento ordenou Jos que lhes enchessem de trigo os sacos, que lhes restitussem o dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem 
provises para o caminho. E assim lhes foi feito.
26 Eles, pois, carregaram o trigo sobre os seus jumentos, e partiram dali.
27 Quando um deles abriu o saco, para dar forragem ao seu jumento na estalagem, viu o seu dinheiro, pois estava na boca do saco.
28 E disse a seus irmos: Meu dinheiro foi-me devolvido; ei-lo aqui no saco. Ento lhes desfaleceu o corao e, tremendo, viravam-se 
uns para os outros, dizendo: Que  isto que Deus nos tem feito?
29 Depois vieram para Jac, seu pai, na terra de Cana, e contaram-lhe tudo o que lhes acontecera, dizendo:
30 O homem, o senhor da terra, falou-nos asperamente, e tratou-nos como espias da terra;
31 mas dissemos-lhe: Somos homens de retido; no somos espias;
32 somos doze irmos, filhos de nosso pai; um j no existe e o mais novo est hoje com nosso pai na terra de Cana.
33 Respondeu-nos o homem, o senhor da terra: Nisto conhecerei que vs sois homens de retido: Deixai comigo um de vossos 
irmos, levai trigo para a fome de vossas casas, e parti,
34 e trazei-me vosso irmo mais novo; assim saberei que no sois espias, mas homens de retido; ento vos entregarei o vosso irmo e 
negociareis na terra.
35 E aconteceu que, despejando eles os sacos, eis que o pacote de dinheiro de cada um estava no seu saco; quando eles e seu pai 
viram os seus pacotes de dinheiro, tiveram medo.
36 Ento Jac, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; Jos j no existe, e no existe Simeo, e haveis de levar Benjamim! Todas 
estas coisas vieram sobre mim.
37 Mas Rben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu to no tornar a trazer; entrega-o em minha mo, e to tornarei a 
trazer.
38 Ele porm disse: No descer meu filho convosco; porquanto o seu irmo  morto, e s ele ficou. Se lhe suceder algum desastre 
pelo caminho em que fordes, fareis descer minhas cs com tristeza ao Seol.
GNESIS [43]
1 Ora, a fome era gravssima na terra.
2 Tendo eles acabado de comer o mantimento que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: voltai, comprai-nos um pouco de alimento.
3 Mas respondeu-lhe Jud: Expressamente nos advertiu o homem, dizendo: No vereis a minha face, se vosso irmo no estiver 
convosco.
4 Se queres enviar conosco o nosso irmo, desceremos e te compraremos alimento; mas se no queres envi-lo, no desceremos, 
porquanto o homem nos disse: No vereis a minha face, se vosso irmo no estiver convosco.
6 Perguntou Israel: Por que me fizeste este mal, fazendo saber ao homem que tnheis ainda outro irmo?
7 Responderam eles: O homem perguntou particularmente por ns, e pela nossa parentela, dizendo: vive ainda vosso pai? tendes mais 
um irmo? e respondemos-lhe segundo o teor destas palavras. Podamos acaso saber que ele diria: Trazei vosso irmo?
8 Ento disse Jud a Israel, seu pai: Envia o mancebo comigo, e levantar-nos-emos e iremos, para que vivamos e no morramos, nem 
ns, nem tu, nem nossos filhinhos.
9 Eu serei fiador por ele; da minha mo o requerers. Se eu to no trouxer, e o no puser diante de ti, serei ru de crime para contigo 
para sempre.
10 E se no nos tivssemos demorado, certamente j segunda vez estaramos de volta.
11 Ento disse-lhes Israel seu pai: Se  sim, fazei isto: tomai os melhores produtos da terra nas vossas vasilhas, e levai ao homem um 
presente: um pouco de blsamo e um pouco de mel, tragacanto e mirra, nozes de fstico e amndoas;
12 levai em vossas mos dinheiro em dobro; e o dinheiro que foi devolvido na boca dos vossos sacos, tornai a lev-lo em vossas 
mos; bem pode ser que fosse engano.
13 Levai tambm vosso irmo; levantai-vos e voltai ao homem;
14 e Deus Todo-Poderoso vos d misericrdia diante do homem, para que ele deixe vir convosco vosso outro irmo, e Benjamim; e 
eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.
15 Tomaram, pois, os homens aquele presente, e dinheiro em dobro nas mos, e a Benjamim; e, levantando-se desceram ao Egito e 
apresentaram-se diante de Jos.
16 Quando Jos viu Benjamim com eles, disse ao despenseiro de sua casa: Leva os homens  casa, mata reses, e apronta tudo; pois 
eles comero comigo ao meio-dia.
17 E o homem fez como Jos ordenara, e levou-os  casa de Jos.
18 Ento os homens tiveram medo, por terem sido levados  casa de Jos; e diziam: por causa do dinheiro que da outra vez foi 
devolvido nos nossos sacos que somos trazidos aqui, para nos criminar e cair sobre ns, para que nos tome por servos, tanto a ns 
como a nossos jumentos.
19 Por isso eles se chegaram ao despenseiro da casa de Jos, e falaram com ele  porta da casa,
20 e disseram: Ai! senhor meu, na verdade descemos dantes a comprar mantimento;
21 e quando chegamos  estalagem, abrimos os nossos sacos, e eis que o dinheiro de cada um estava na boca do seu saco, nosso 
dinheiro por seu peso; e tornamos a traz-lo em nossas mos;
22 tambm trouxemos outro dinheiro em nossas mos, para comprar mantimento; no sabemos quem tenha posto o dinheiro em 
nossos sacos.
23 Respondeu ele: Paz seja convosco, no temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, deu-vos um tesouro nos vossos sacos; o vosso 
dinheiro chegou-me s mos. E trouxe-lhes fora Simeo.
24 Depois levou os homens  casa de Jos, e deu-lhes gua, e eles lavaram os ps; tambm deu forragem aos seus jumentos.
25 Ento eles prepararam o presente para quando Jos viesse ao meio-dia; porque tinham ouvido que ali haviam de comer.
26 Quando Jos chegou em casa, trouxeram-lhe ali o presente que guardavam junto de si; e inclinaram-se a ele at a terra.
27 Ento ele lhes perguntou como estavam; e prosseguiu: vosso pai, o ancio de quem falastes, est bem? ainda vive?
28 Responderam eles: O teu servo, nosso pai, est bem; ele ainda vive. E abaixaram a cabea, e inclinaram-se.
29 Levantando os olhos, Jos viu a Benjamim, seu irmo, filho de sua me, e perguntou:  este o vosso irmo mais novo de quem me 
falastes? E disse: Deus seja benvolo para contigo, meu filho.
30 E Jos apressou-se, porque se lhe comoveram as entranhas por causa de seu irmo, e procurou onde chorar; e, entrando na sua 
cmara, chorou ali.
31 Depois lavou o rosto, e saiu; e se conteve e disse: Servi a comida.
32 Serviram-lhe, pois, a ele  parte, e a eles tambm  parte, e  parte aos egpcios que comiam com ele; porque os egpcios no 
podiam comer com os hebreus, porquanto  isso abominao aos egpcios.
33 Sentaram-se diante dele, o primognito segundo a sua primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade; do que os homens se 
maravilhavam entre si.
34 Ento ele lhes apresentou as pores que estavam diante dele; mas a poro de Benjamim era cinco vezes maior do que a de 
qualquer deles. E eles beberam, e se regalaram com ele.
GNESIS [44]
1 Depois Jos deu ordem ao despenseiro de sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos dos homens, quanto puderem levar, e 
pe o dinheiro de cada um na boca do seu saco.
2 E a minha taa de prata pors na boca do saco do mais novo, com o dinheiro do seu trigo. Assim fez ele conforme a palavra que 
Jos havia dito.
3 Logo que veio a luz da manh, foram despedidos os homens, eles com os seus jumentos.
4 Havendo eles sado da cidade, mas no se tendo distanciado muito, disse Jos ao seu despenseiro: Levanta-te e segue os homens; e, 
alcanando-os, dize-lhes: Por que tornastes o mal pelo bem?
5 No  esta a taa por que bebe meu senhor, e de que se serve para adivinhar? Fizestes mal no que fizestes.
6 Ento ele, tendo-os alcanado, lhes falou essas mesmas palavras.
7 Responderam-lhe eles: Por que falo meu senhor tais palavras? Longe estejam teus servos de fazerem semelhante coisa.
8 Eis que o dinheiro, que achamos nas bocas dos nossos sacos, to tornamos a trazer desde a terra de Cana; como, pois, furtaramos da 
casa do teu senhor prata ou ouro?
9 Aquele dos teus servos com quem a taa for encontrada, morra; e ainda ns seremos escravos do meu senhor.
10 Ao que disse ele: Seja conforme as vossas palavras; aquele com quem a taa for encontrada ser meu escravo; mas vs sereis 
inocentes.
11 Ento eles se apressaram cada um a pr em terra o seu saco, e cada um a abri-lo.
12 E o despenseiro buscou, comeando pelo maior, e acabando pelo mais novo; e achou-se a taa no saco de Benjamim.
13 Ento rasgaram os seus vestidos e, tendo cada um carregado o seu jumento, voltaram  cidade.
14 E veio Jud com seus irmos  casa de Jos, pois ele ainda estava ali; e prostraram-se em terra diante dele.
15 Logo lhes perguntou Jos: Que ao  esta que praticastes? no sabeis vs que um homem como eu pode, muito bem, adivinhar?
16 Respondeu Jud: Que diremos a meu senhor? que falaremos? e como nos justificaremos? Descobriu Deus a iniqidade de teus 
servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto ns como aquele em cuja mo foi achada a taa.
17 Disse Jos: Longe esteja eu de fazer isto; o homem em cuja mo a taa foi achada, aquele ser meu servo; porm, quanto a vs, 
subi em paz para vosso pai.
18 Ento Jud se chegou a ele, e disse: Ai! senhor meu, deixa, peo-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor; e 
no se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu s como Fara.
19 Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vs pai, ou irmo?
20 E respondemos a meu senhor: Temos pai, j velho, e h um filho da sua velhice, um menino pequeno; o irmo deste  morto, e ele 
ficou o nico de sua me; e seu pai o ama.
21 Ento tu disseste a teus servos: Trazei-mo, para que eu ponha os olhos sobre ele.
22 E quando respondemos a meu senhor: O menino no pode deixar o seu pai; pois se ele deixasse o seu pai, este morreria;
23 replicaste a teus servos: A menos que desa convosco vosso irmo mais novo, nunca mais vereis a minha face.
24 Ento subimos a teu servo, meu pai, e lhe contamos as palavras de meu senhor.
25 Depois disse nosso pai: Tornai, comprai-nos um pouco de mantimento;
26 e lhe respondemos: No podemos descer; mas, se nosso irmo menor for conosco, desceremos; pois no podemos ver a face do 
homem, se nosso irmo menor no estiver conosco.
27 Ento nos disse teu servo, meu pai: Vs sabeis que minha mulher me deu dois filhos;
28 um saiu de minha casa e eu disse: certamente foi despedaado, e no o tenho visto mais;
29 se tambm me tirardes a este, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cs com tristeza ao Seol.
30 Agora, pois, se eu for ter com o teu servo, meu pai, e o menino no estiver conosco, como a sua alma est ligada com a alma dele,
31 acontecer que, vendo ele que o menino ali no est, morrer; e teus servos faro descer as cs de teu servo, nosso pai com tristeza 
ao Seol.
32 Porque teu servo se deu como fiador pelo menino para com meu pai, dizendo: Se eu to no trouxer de volta, serei culpado, para 
com meu pai para sempre.
33 Agora, pois, fique teu servo em lugar do menino como escravo de meu senhor, e que suba o menino com seus irmos.
34 Porque, como subirei eu a meu pai, se o menino no for comigo? para que no veja eu o mal que sobrevir a meu pai.
GNESIS [45]
1 Ento Jos no se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei a todos sair da minha presena; e ningum 
ficou com ele, quando se deu a conhecer a seus irmos.
2 E levantou a voz em choro, de maneira que os egpcios o ouviram, bem como a casa de Fara.
3 Disse, ento, Jos a seus irmos: Eu sou Jos; vive ainda meu pai? E seus irmos no lhe puderam responder, pois estavam 
pasmados diante dele.
4 Jos disse mais a seus irmos: Chegai-vos a mim, peo-vos. E eles se chegaram. Ento ele prosseguiu: Eu sou Jos, vosso irmo, a 
quem vendestes para o Egito.
5 Agora, pois, no vos entristeais, nem vos aborreais por me haverdes vendido para c; porque para preservar vida  que Deus me 
enviou adiante de vs.
6 Porque j houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que no haver lavoura nem sega.
7 Deus enviou-me adiante de vs, para conservar-vos descendncia na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento.
8 Assim no fostes vs que me enviastes para c, seno Deus, que me tem posto por pai de Fara, e por senhor de toda a sua casa, e 
como governador sobre toda a terra do Egito.
9 Apressai-vos, subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim disse teu filho Jos: Deus me tem posto por senhor de toda a terra do Egito; desce a 
mim, e no te demores;
10 habitars na terra de Gsem e estars perto de mim, tu e os teus filhos e os filhos de teus filhos, e os teus rebanhos, o teu gado e 
tudo quanto tens;
11 ali te sustentarei, porque ainda haver cinco anos de fome, para que no sejas reduzido  pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.
12 Eis que os vossos olhos, e os de meu irmo Benjamim, vem que  minha boca que vos fala.
13 Fareis, pois, saber a meu pai toda a minha glria no Egito; e tudo o que tendes visto; e apressar-vos-eis a fazer descer meu pai para 
c.
14 Ento se lanou ao pescoo de Benjamim seu irmo, e chorou; e Benjamim chorou tambm ao pescoo dele.
15 E Jos beijou a todos os seus irmos, chorando sobre eles; depois seus irmos falaram com ele.
16 Esta nova se fez ouvir na casa de Fara: So vindos os irmos de Jos; o que agradou a Fara e a seus servos.
17 Ordenou Fara a Jos: Dize a teus irmos: Fazei isto: carregai os vossos animais e parti, tornai  terra de Cana;
18 tomai o vosso pai e as vossas famlias e vinde a mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da terra.
19 A ti, pois,  ordenado dizer-lhes: Fazei isto: levai vs da terra do Egito carros para vossos meninos e para vossas mulheres; trazei 
vosso pai, e vinde.
20 E no vos pese coisa alguma das vossas alfaias; porque o melhor de toda a terra do Egito ser vosso.
21 Assim fizeram os filhos de Israel. Jos lhes deu carros, conforme o mandado de Fara, e deu-lhes tambm proviso para o 
caminho.
22 A todos eles deu, a cada um, mudas de roupa; mas a Benjamim deu trezentas peas de prata, e cinco mudas de roupa.
23 E a seu pai enviou o seguinte: dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de trigo, po e proviso 
para seu pai, para o caminho.
24 Assim despediu seus irmos e, ao partirem eles, disse-lhes: No contendais pelo caminho.
25 Ento subiram do Egito, vieram  terra de Cana, a Jac seu pai,
26 e lhe anunciaram, dizendo: Jos ainda vive, e  governador de toda a terra do Egito. E o seu corao desmaiou, porque no os 
acreditava.
27 Quando, porm, eles lhe contaram todas as palavras que Jos lhes falara, e vendo Jac, seu pai, os carros que Jos enviara para 
lev-lo, reanimou-se-lhe o esprito;
28 e disse Israel: Basta; ainda vive meu filho Jos; eu irei e o verei antes que morra.
GNESIS [46]
1 Partiu, pois, Israel com tudo quanto tinha e veio a Beer-Seba, onde ofereceu sacrifcios ao Deus de seu pai Isaque.
2 Falou Deus a Israel em vises de noite, e disse: Jac, Jac! Respondeu Jac: Eis-me aqui.
3 E Deus disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; no temas descer para o Egito; porque eu te farei ali uma grande nao.
4 Eu descerei contigo para o Egito, e certamente te farei tornar a subir; e Jos por a sua mo sobre os teus olhos.
5 Ento Jac se levantou de Beer-Seba; e os filhos de Israel levaram seu pai Jac, e seus meninos, e as suas mulheres, nos carros que 
Fara enviara para o levar.
6 Tambm tomaram o seu gado e os seus bens que tinham adquirido na terra de Cana, e vieram para o Egito, Jac e toda a sua 
descendncia com ele.
7 Os seus filhos e os filhos de seus filhos com ele, as suas filhas e as filhas de seus filhos, e toda a sua descendncia, levou-os consigo 
para o Egito.
8 So estes os nomes dos filhos de Israel, que vieram para o Egito, Jac e seus filhos: Rben, o primognito de Jac.
9 E os filhos de Rben: Hanoque, Palu, Hezrom e Carmi.
10 E os filhos de Simeo: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar, e Saul, filho de uma mulher canania.
11 E os filhos de Levi: Grsom, Coate e Merri.
12 E os filhos de Jud: Er, On, Sel, Prez e Zer. Er e On, porm, morreram na terra de Cana. E os filhos de Prez foram Hezrom 
e Hamul,
13 E os filhos de Issacar: Tola, Puva, Iobe e Sinrom.
14 E os filhos de Zebulom: Serede, Elom e Jaleel.
15 Estes so os filhos de Lia, que ela deu a Jac em Pad-Ar, alm de Din, sua filha; todas as almas de seus filhos e de suas filhas 
eram trinta e trs.
16 E os filhos de Gade: Zifiom, Hagui, Suni, Ezbom, Eri, Arodi e Areli.
17 E os filhos de Aser: Imn, Isv, Isvi e Beria, e Sera, a irm deles; e os filhos de Beria: Heber e Malquiel.
18 Estes so os filhos de Zilpa, a qual Labo deu  sua filha Lia; e estes ela deu a Jac, ao todo dezesseis almas.
19 Os filhos de Raquel, mulher de Jac: Jos e Benjamim.
20 E nasceram a Jos na terra do Egito Manasss e Efraim, que lhe deu Asenate, filha de Potfera, sacerdote de Om.
21 E os filhos de Benjamim: Bel, Bequer, Asbel, Gra, Naam, E, Ros, Mupim, Hupim e Arde.
22 Estes so os filhos de Raquel, que nasceram a Jac, ao todo catorze almas.
23 E os filhos de D: Husim.
24 E os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silm.
25 Estes so os filhos de Bila, a qual Labo deu  sua filha Raquel; e estes deu ela a Jac, ao todo sete almas.
26 Todas as almas que vieram com Jac para o Egito e que saram da sua coxa, fora as mulheres dos filhos de Jac, eram todas 
sessenta e seis almas;
27 e os filhos de Jos, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas. Todas as almas da casa de Jac, que vieram para o Egito eram 
setenta.
28 Ora, Jac enviou Jud adiante de si a Jos, para o encaminhar a Gsen; e chegaram  terra de Gsen.
29 Ento Jos aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gsen; e tendo-se-lhe apresentado, lanou-se ao seu 
pescoo, e chorou sobre o seu pescoo longo tempo.
30 E Israel disse a Jos: Morra eu agora, j que tenho visto o teu rosto, pois que ainda vives.
31 Depois disse Jos a seus irmos, e  casa de seu pai: Eu subirei e informarei a Fara, e lhe direi: Meus irmos e a casa de meu pai, 
que estavam na terra de Cana, vieram para mim.
32 Os homens so pastores, que se ocupam em apascentar gado; e trouxeram os seus rebanhos, o seu gado e tudo o que tm.
33 Quando, pois, Fara vos chamar e vos perguntar: Que ocupao  a vossa?
34 respondereis: Ns, teus servos, temos sido pastores de gado desde a nossa mocidade at agora, tanto ns como nossos pais. Isso 
direis para que habiteis na terra de Gsen; porque todo pastor de ovelhas  abominao para os egpcios.
GNESIS [47]
1 Ento veio Jos, e informou a Fara, dizendo: Meu pai e meus irmos, com seus rebanhos e seu gado, e tudo o que tm, chegaram 
da terra de Cana e esto na terra de Gsen.
2 E tomou dentre seus irmos cinco homens e os apresentou a Fara.
3 Ento perguntou Fara a esses irmos de Jos: Que ocupao  a vossa; Responderam-lhe: Ns, teus servos, somos pastores de 
ovelhas, tanto ns como nossos pais.
4 Disseram mais a Fara: Viemos para peregrinar nesta terra; porque no h pasto para os rebanhos de teus servos, porquanto a fome 
 grave na terra de Cana; agora, pois, rogamos-te permitas que teus servos habitem na terra de Gsen.
5 Ento falou Fara a Jos, dizendo: Teu pai e teus irmos vieram a ti;
6 a terra do Egito est diante de ti; no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmos; habitem na terra de Gsen. E se sabes que 
entre eles h homens capazes, pe-nos sobre os pastores do meu gado.
7 Tambm Jos introduziu a Jac, seu pai, e o apresentou a Fara; e Jac abenoou a Fara.
8 Ento perguntou Fara a Jac: Quantos so os dias dos anos da tua vida?
9 Respondeu-lhe Jac: Os dias dos anos das minhas peregrinaes so cento e trinta anos; poucos e maus tm sido os dias dos anos da 
minha vida, e no chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinaes.
10 E Jac abenoou a Fara, e saiu da sua presena.
11 Jos, pois, estabeleceu a seu pai e seus irmos, dando-lhes possesso na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramesss, 
como Fara ordenara.
12 E Jos sustentou de po seu pai, seus irmos e toda a casa de seu pai, segundo o nmero de seus filhos.
13 Ora, no havia po em toda a terra, porque a fome era mui grave; de modo que a terra do Egito e a terra de Cana desfaleciam por 
causa da fome.
14 Ento Jos recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egito, e na terra de Cana, pelo trigo que compravam; e Jos trouxe o 
dinheiro  casa de Fara.
15 Quando se acabou o dinheiro na terra do Egito, e na terra de Cana, vieram todos os egpcios a Jos, dizendo: D-nos po; por que 
morreremos na tua presena? porquanto o dinheiro nos falta.
16 Respondeu Jos: Trazei o vosso gado, e vo-lo darei por vosso gado, se falta o dinheiro.
17 Ento trouxeram o seu gado a Jos; e Jos deu-lhes po em troca dos cavalos, e das ovelhas, e dos bois, e dos jumentos; e os 
sustentou de po aquele ano em troca de todo o seu gado.
18 Findo aquele ano, vieram a Jos no ano seguinte e disseram-lhe: No ocultaremos ao meu senhor que o nosso dinheiro est todo 
gasto; as manadas de gado j pertencem a meu senhor; e nada resta diante de meu senhor, seno o nosso corpo e a nossa terra;
19 por que morreremos diante dos teus olhos, tanto ns como a nossa terra? Compra-nos a ns e a nossa terra em troca de po, e ns e 
a nossa terra seremos servos de Fara; d-nos tambm semente, para que vivamos e no morramos, e para que a terra no fique 
desolada.
20 Assim Jos comprou toda a terra do Egito para Fara; porque os egpcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome lhes 
era grave em extremo; e a terra ficou sendo de Fara.
21 Quanto ao povo, Jos f-lo passar s cidades, desde uma at a outra extremidade dos confins do Egito.
22 Somente a terra dos sacerdotes no a comprou, porquanto os sacerdotes tinham raes de Fara, e eles comiam as suas raes que 
Fara lhes havia dado; por isso no venderam a sua terra.
23 Ento disse Jos ao povo: Hoje vos tenho comprado a vs e a vossa terra para Fara; eis a tendes semente para vs, para que 
semeeis a terra.
24 H de ser, porm, que no tempo as colheitas dareis a quinta parte a Fara, e quatro partes sero vossas, para semente do campo, e 
para o vosso mantimento e dos que esto nas vossas casas, e para o mantimento de vossos filhinho.
25 Responderam eles: Tu nos tens conservado a vida! achemos graa aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Fara.
26 Jos, pois, estabeleceu isto por estatuto quanto ao solo do Egito, at o dia de hoje, que a Fara coubesse o quinto a produo; 
somente a terra dos sacerdotes no ficou sendo de Fara.
27 Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gsen; e nela adquiriram propriedades, e frutificaram e multiplicaram-se muito.
28 E Jac viveu na terra do Egito dezessete anos; de modo que os dias de Jac, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete 
anos.
29 Quando se aproximava o tempo da morte de Israel, chamou ele a Jos, seu filho, e disse-lhe: Se tenho achado graa aos teus olhos, 
pe a mo debaixo da minha coxa, e usa para comigo de benevolncia e de verdade: rogo-te que no me enterres no Egito;
30 mas quando eu dormir com os meus pais, levar-me-s do Egito e enterrar-me-s junto  sepultura deles. Respondeu Jos: Farei 
conforme a tua palavra.
31 E Jac disse: Jura-me; e ele lhe jurou. Ento Israel inclinou-se sobre a cabeceira da cama.
GNESIS [48]
1 Depois destas coisas disseram a Jos: Eis que teu pai est enfermo. Ento Jos tomou consigo os seus dois filhos, Manasss e 
Efraim.
2 Disse algum a Jac: Eis que Jos, teu olho, vem ter contigo. E esforando-se Israel, sentou-se sobre a cama.
3 E disse Jac a Jos: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz, na terra de Cana, e me abenoou,
4 e me disse: Eis que te farei frutificar e te multiplicarei; tornar-te-ei uma multido de povos e darei esta terra  tua descendncia 
depois de ti, em possesso perptua.
5 Agora, pois, os teus dois filhos, que nasceram na terra do Egito antes que eu viesse a ti no Egito, so meus: Efraim e Manasss sero 
meus, como Rben e Simeo;
6 mas a prole que tiveres depois deles ser tua; segundo o nome de seus irmos sero eles chamados na sua herana.
7 Quando eu vinha de Pad, morreu-me Raquel no caminho, na terra de Cana, quando ainda faltava alguma distncia para chegar a 
Efrata; sepultei-a ali no caminho que vai dar a Efrata, isto , Belm.
8 Quando Israel viu os filhos de Jos, perguntou: Quem so estes?
9 Respondeu Jos a seu pai: Eles so meus filhos, que Deus me tem dado aqui. Continuou Israel: Traze-mos aqui, e eu os abenoarei.
10 Os olhos de Israel, porm, se tinham escurecido por causa da velhice, de modo que no podia ver. Jos, pois, f-los chegar a ele; e 
ele os beijou e os abraou.
11 E Israel disse a Jos: Eu no cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver tambm a tua descendncia.
12 Ento Jos os tirou dos joelhos de seu pai; e inclinou-se  terra diante da sua face.
13 E Jos tomou os dois, a Efraim com a sua mo direita,  esquerda de Israel, e a Manasss com a sua mo esquerda,  direita de 
Israel, e assim os fez chegar a ele.
14 Mas Israel, estendendo a mo direita, colocou-a sobre a cabea de Efraim, que era o menor, e a esquerda sobre a cabea de 
Manasss, dirigindo as mos assim propositadamente, sendo embora este o primognito.
15 E abenoou a Jos, dizendo: O Deus em cuja presena andaram os meus pais Abrao e Isaque, o Deus que tem sido o meu pastor 
durante toda a minha vida at este dia,
16 o anjo que me tem livrado de todo o mal, abenoe estes mancebos, e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pois 
Abrao e Isaque; e multipliquem-se abundantemente no meio da terra.
17 Vendo Jos que seu pai colocava a mo direita sobre a cabea de Efraim, foi-lhe isso desagradvel; levantou, pois, a mo de seu 
pai, para a transpor da cabea de Efraim para a cabea de Manasss.
18 E Jos disse a seu pai: Na assim, meu pai, porque este  o primognito; pe a mo direita sobre a sua cabea.
19 Mas seu pai, recusando, disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; ele tambm se tornar um povo, ele tambm ser grande; contudo o 
seu irmo menor ser maior do que ele, e a sua descendncia se tornar uma multido de naes.
20 Assim os abenoou naquele dia, dizendo: Por ti Israel abenoar e dir: Deus te faa como Efraim e como Manasss. E ps a 
Efraim diante de Manasss.
21 Depois disse Israel a Jos: Eis que eu morro; mas Deus ser convosco, e vos far tornar para a terra de vossos pais.
22 E eu te dou um pedao de terra a mais do que a teus irmos, o qual tomei com a minha espada e com o meu arco da mo dos 
amorreus.
GNESIS [49]
1 Depois chamou Jac a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos para que eu vos anuncie o que vos h de acontecer nos dias vindouros.
2 Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jac; ouvi a Israel vosso pai:
3 Rben, tu s meu primognito, minha fora e as primcias do meu vigor, preeminente em dignidade e preeminente em poder.
4 Descomedido como a gua, no reters a preeminncia; porquanto subiste ao leito de teu pai; ento o contaminaste. Sim, ele subiu  
minha cama.
5 Simeo e Levi so irmos; as suas espadas so instrumentos de violncia.
6 No seu conclio no entres,  minha alma! com a sua assemblia no te ajuntes,  minha glria! porque no seu furor mataram 
homens, e na sua teima jarretaram bois.
7 Maldito o seu furor, porque era forte! maldita a sua ira, porque era cruel! Dividi-los-ei em Jac, e os espalharei em Israel.
8 Jud, a ti te louvaro teus irmos; a tua mo ser sobre o pescoo de teus inimigos: diante de ti se prostraro os filhos de teu pai.
9 Jud  um leozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita como um leo, e como uma leoa; quem o despertar?
10 O cetro no se arredar de Jud, nem o basto de autoridade dentre seus ps, at que venha aquele a quem pertence; e a ele 
obedecero os povos.
11 Atando ele o seu jumentinho  vide, e o filho da sua jumenta  videira seleta, lava as suas roupas em vinho e a sua vestidura em 
sangue de uvas.
12 Os olhos sero escurecidos pelo vinho, e os dentes brancos de leite.
13 Zebulom habitar no litoral; ser ele ancoradouro de navios; e o seu termo estender-se- at Sidom.
14 Issacar  jumento forte, deitado entre dois fardos.
15 Viu ele que o descanso era bom, e que a terra era agradvel. Sujeitou os seus ombros  carga e entregou-se ao servio forado de 
um escravo.
16 D julgar o seu povo, como uma das tribos de Israel.
17 D ser serpente junto ao caminho, uma vbora junto  vereda, que morde os calcanhares do cavalo, de modo que caia o seu 
cavaleiro para trs.
18 A tua salvao tenho esperado,  Senhor!
19 Quanto a Gade, guerrilheiros o acometero; mas ele, por sua vez, os acometer.
20 De Aser, o seu po ser gordo; ele produzir delcias reais.
21 Naftali  uma gazela solta; ele profere palavras formosas.
22 Jos  um ramo frutfero, ramo frutfero junto a uma fonte; seus raminhos se estendem sobre o muro.
23 Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e perseguiram,
24 mas o seu arco permaneceu firme, e os seus braos foram fortalecidos pelas mos do Poderoso de Jac, o Pastor, o Rochedo de 
Israel,
25 pelo Deus de teu pai, o qual te ajudar, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abenoara, com bnos dos cus em cima, com bnos 
do abismo que jaz embaixo, com bnos dos seios e da madre.
26 As bnos de teu pai excedem as bnos dos montes eternos, as coisas desejadas dos eternos outeiros; sejam elas sobre a cabea 
de Jos, e sobre o alto da cabea daquele que foi separado de seus irmos.
27 Benjamim  lobo que despedaa; pela manh devorar a presa, e  tarde repartir o despojo.
28 Todas estas so as doze tribos de Israel: e isto  o que lhes falou seu pai quando os abenoou; a cada um deles abenoou segundo a 
sua bno.
29 Depois lhes deu ordem, dizendo-lhes: Eu estou para ser congregado ao meu povo; sepultai-me com meus pais, na cova que est no 
campo de Efrom, o heteu,
30 na cova que est no campo de Macpela, que est em frente de Manre, na terra de Cana, cova esta que Abrao comprou de Efrom, 
o heteu, juntamente com o respectivo campo, como propriedade de sepultura.
31 Ali sepultaram a Abrao e a Sara, sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca, sua mulher; e ali eu sepultei a Lia.
32 O campo e a cova que est nele foram comprados aos filhos de Hete.
33 Acabando Jac de dar estas instrues a seus filhos, encolheu os seus ps na cama, expirou e foi congregado ao seu povo.
GNESIS [50]
1 Ento Jos se lanou sobre o rosto de seu pai, chorou sobre ele e o beijou.
2 E Jos ordenou a seus servos, os mdicos, que embalsamassem a seu pai; e os mdicos embalsamaram a Israel.
3 Cumpriram-se-lhe quarenta dias, porque assim se cumprem os dias de embalsamao; e os egpcios o choraram setenta dias.
4 Passados, pois, os dias de seu choro, disse Jos  casa de Fara: Se agora tenho achado graa aos vossos olhos, rogo-vos que faleis 
aos ouvidos de Fara, dizendo:
5 Meu pai me fez jurar, dizendo: Eis que eu morro; em meu sepulcro, que cavei para mim na terra de Cana, ali me sepultars. Agora, 
pois, deixa-me subir, peo-te, e sepultar meu pai; ento voltarei.
6 Respondeu Fara: Sobe, e sepulta teu pai, como ele te fez jurar.
7 Subiu, pois, Jos para sepultar a seu pai; e com ele subiram todos os servos de Fara, os ancios da sua casa, e todos os ancios da 
terra do Egito,
8 como tambm toda a casa de Jos, e seus irmos, e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gsen os seus pequeninos, os 
seus rebanhos e o seu gado.
9 E subiram com ele tanto carros como gente a cavalo; de modo que o concurso foi mui grande.
10 Chegando eles  eira de Atade, que est alm do Jordo, fizeram ali um grande e forte pranto; assim fez Jos por seu pai um grande 
pranto por sete dias.
11 Os moradores da terra, os cananeus, vendo o pranto na eira de Atade, disseram: Grande pranto  este dos egpcios; pelo que o lugar 
foi chamado Abel-Mizraim, o qual est alm do Jordo.
12 Assim os filhos de Jac lhe fizeram como ele lhes ordenara;
13 pois o levaram para a terra de Cana, e o sepultaram na cova do campo de Macpela, que Abrao tinha comprado com o campo, 
como propriedade de sepultura, a Efrom, o heteu, em frente de Manre.
14 Depois de haver sepultado seu pai, Jos voltou para o Egito, ele, seus irmos, e todos os que com ele haviam subido para sepultar 
seu pai.
15 Vendo os irmos de Jos que seu pai estava morto, disseram: Porventura Jos nos odiar e nos retribuir todo o mal que lhe 
fizemos.
16 Ento mandaram dizer a Jos: Teu pai, antes da sua morte, nos ordenou:
17 Assim direis a Jos: Perdoa a transgresso de teus irmos, e o seu pecado, porque te fizeram mal. Agora, pois, rogamos-te que 
perdoes a transgresso dos servos do Deus de teu pai. E Jos chorou quando eles lhe falavam.
18 Depois vieram tambm seus irmos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis que ns somos teus servos.
19 Respondeu-lhes Jos: No temais; acaso estou eu em lugar de Deus?
20 Vs, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porm, o intentou para o bem, para fazer o que se v neste dia, isto , 
conservar muita gente com vida.
21 Agora, pois, no temais; eu vos sustentarei, a vs e a vossos filhinhos. Assim ele os consolou, e lhes falou ao corao.
22 Jos, pois, habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu cento e dez anos.
23 E viu Jos os filhos de Efraim, da terceira gerao; tambm os filhos de Maquir, filho de Manasss, nasceram sobre os joelhos de 
Jos.
24 Depois disse Jos a seus irmos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitar, e vos far subir desta terra para a terra que jurou a 
Abrao, a Isaque e a Jac.
25 E Jos fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitar, e fareis transportar daqui os meus ossos.
26 Assim morreu Jos, tendo cento e dez anos de idade; e o embalsamaram e o puseram num caixo no Egito.
